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Jorgelina Rolón destaca papel estratégico do Corredor Bioceânico na integração do Chaco

Prefeita interina de Filadélfia e presidente do Foro de Governadores do Gran Chaco Americano afirma que a conexão entre os oceanos poderá unir territórios, economias e oportunidades de desenvolvimento

No último dia da Expo Rodeo Trébol 2026, realizada em Loma Plata, no Departamento de Boquerón, Paraguai, Jorgelina Rolón destacou a importância do Corredor Bioceânico para a integração territorial, econômica e social da América do Sul.

Prefeita interina de Filadélfia, capital do Departamento de Boquerón, e presidente do Foro de Governadores do Gran Chaco Americano, Jorgelina Rolón afirmou que o corredor representa uma estratégia fundamental para os territórios envolvidos na ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

A entrevista foi realizada durante a edição comemorativa de 50 anos da Expo Rodeo Trébol, uma das principais vitrines do desenvolvimento produtivo, tecnológico e agropecuário do Chaco Central paraguaio.

Segundo Jorgelina Rolón, o Corredor Bioceânico deve ser compreendido como uma iniciativa de alcance regional, capaz de aproximar municípios, departamentos, produtores, empresas e comunidades.

“O Corredor Bioceânico é um tema, um ponto e uma estratégia muito importante para todos os que fazem parte dele”, afirmou.

Integração entre Brasil, Paraguai e Chile

Ao abordar o trajeto do corredor, Rolón mencionou a conexão que parte do território brasileiro, passa por localidades de Mato Grosso do Sul, atravessa o Paraguai e segue em direção ao Chile.

A prefeita interina citou Nova Alvorada do Sul, Campo Grande e Porto Murtinho como pontos integrantes desse processo de conexão. A partir da fronteira, o corredor cruza o território paraguaio até alcançar as rotas que levam aos portos chilenos no Oceano Pacífico.

“Nosso interesse é estabelecer uma conexão com o Chile. Nesse sentido, unir os dois oceanos é o principal objetivo”, declarou.

Para Rolón, a ligação entre o Atlântico e o Pacífico não deve ser vista apenas como uma obra de infraestrutura logística. O projeto também poderá aproximar mercados, estimular novos negócios e criar oportunidades para regiões historicamente distantes dos principais centros econômicos.

União de territórios e economias

A presidente do Foro de Governadores do Gran Chaco Americano ressaltou que a integração física promovida pelo corredor deverá produzir efeitos diretos sobre as economias locais.

“Sabemos que o Corredor Bioceânico cumpre um papel muito importante, sobretudo porque permitirá unir territórios. E unir territórios significa unir economias e microeconomias”, afirmou.

Na avaliação de Jorgelina Rolón, os impactos poderão alcançar tanto grandes empreendimentos quanto pequenos produtores, comerciantes, prestadores de serviços e comunidades localizadas ao longo da rota.

A ampliação do fluxo de cargas, turistas, trabalhadores e investidores poderá fortalecer cadeias produtivas já existentes e estimular a criação de novos negócios nos setores de transporte, hotelaria, alimentação, comércio, turismo e serviços.

Expo Rodeo Trébol como vitrine do Chaco

Jorgelina Rolón também destacou o papel da Expo Rodeo Trébol na apresentação das potencialidades do Chaco paraguaio.

Segundo ela, a feira permite mostrar os avanços alcançados pela região nas áreas de tecnologia, produção agropecuária e infraestrutura, além de promover debates sobre os desafios geopolíticos relacionados à integração continental.

“Na Expo Rodeo Trébol podemos mostrar o que é a tecnologia, o desenvolvimento agropecuário, a infraestrutura e a atual realidade geopolítica”, disse.

Ao completar 50 anos, a exposição reafirmou sua importância como espaço de encontro entre produtores, empresários, autoridades, especialistas e representantes de diferentes regiões do Paraguai e de outros países.

Para Rolón, eventos dessa natureza contribuem para preparar os territórios para as transformações que deverão ocorrer com a consolidação do Corredor Bioceânico.

Preparação para uma nova etapa regional

A prefeita interina de Filadélfia defendeu que governos locais, setores produtivos e comunidades se preparem para as mudanças provocadas pelo aumento da circulação internacional.

A conexão entre os oceanos deverá exigir investimentos em infraestrutura, planejamento urbano, logística, qualificação profissional e serviços públicos.

Para os municípios do Chaco, a preparação também envolve a criação de estratégias que permitam transformar o movimento da rota em desenvolvimento econômico permanente.

Jorgelina Rolón avaliou que o corredor poderá contribuir para reduzir distâncias, ampliar mercados e fortalecer as relações entre os países envolvidos.

“Precisamos nos preparar para esse acontecimento tão importante, que é a conexão entre um oceano e outro”, destacou.

Desenvolvimento socioeconômico

Ao final da entrevista, Jorgelina Rolón afirmou que a principal expectativa é que o Corredor Bioceânico produza benefícios sociais e econômicos para toda a região.

“Tudo isso permitirá o desenvolvimento socioeconômico da nossa região”, concluiu.

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