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Por que nova ponte entre Brasil e Paraguai é chamada de bioceânica

Na reta final de obras, a nova ponte entre Brasil e Paraguai consolida a rota bioceânica entre o Atlântico e Pacífico. A ligação sobre o rio Paraguai terá 1.294 metros de extensão, ligando Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, com Carmelo Peralta, no Paraguai. O pacote de obras prevê novos acessos, dos dois lados. A ponte estaiada (usa cabos suspensos para sustentação) ficará na rota de ligação entre os portos do Brasil e Chile, facilitando também a integração da Argentina e Paraguai, com 2,4 mil quilômetros de extensão.

Nos próximos dias, as duas frentes de trabalho da ponte vão se encontrar. No balanço do final do mês passado, a distância entre as construções iniciadas de cada um dos lados estava em menos de seis metros. O encontro das pistas será no vão central da ponte, onde será concluída a ligação física. Depois. novas etapas serão iniciadas. A construção da ponte deve ser concluída ainda em 2026, mas ainda não será o momento de liberação para o tráfego de veículos.

A abertura ao trânsito deve ocorrer em no final de 2027 e início de 2028, quando ficarem prontos os acessos. Do lado brasileiro, são 13 km de complexo viário, com quatro pontes. As obras estão em andamento, com ligação pela BR-267, em contratação pelo DNIT. No Paraguai, o acesso tem implantação de 3,8 km para conexão com rodovia. A rota também é conhecida como Corredor Rodoviário de Capricórnio.

A nova ponte entre Porto Murtinho (Mato Grosso do Sul, Brasil) e Carmelo Peralta (Alto Paraguai, Paraguai) é chamada de Ponte Bioceânica porque integra o Corredor Rodoviário Bioceânico, um projeto internacional que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de uma malha rodoviária que atravessa quatro países: Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

O termo “bioceânica” significa justamente “que liga dois oceanos”. A ponte, por si só, não une diretamente o Atlântico ao Pacífico, mas é a principal obra de engenharia do corredor e elimina o último grande obstáculo físico na ligação terrestre entre os dois lados do continente sul-americano.

Na prática, o trajeto funciona da seguinte forma:

  • A produção do Centro-Oeste brasileiro segue por Mato Grosso do Sul até Porto Murtinho.
  • Cruza a Ponte Bioceânica para Carmelo Peralta, no Paraguai.
  • Atravessa o Chaco paraguaio até a Argentina.
  • Segue pelo norte argentino, cruzando a Cordilheira dos Andes.
  • Chega aos portos do norte do Chile, como Antofagasta, Iquique e Mejillones, no Oceano Pacífico.

Essa nova rota reduz distâncias e tempo de viagem para os mercados asiáticos, especialmente China, Japão, Coreia do Sul e outros países da costa do Pacífico, diminuindo custos logísticos e ampliando a competitividade das exportações brasileiras.

A ponte também representa muito mais do que uma obra de transporte. Ela simboliza a integração física e econômica entre os países envolvidos, estimulando:

  • o comércio internacional;
  • novos investimentos industriais;
  • o turismo regional;
  • a cooperação entre governos;
  • o desenvolvimento das cidades localizadas ao longo do corredor.

Por isso, embora tecnicamente seja uma ponte internacional sobre o Rio Paraguai, ela passou a ser conhecida como Ponte Bioceânica, por ser o elo que torna possível a conexão rodoviária entre os oceanos Atlântico e Pacífico dentro do maior projeto de integração logística da América do Sul.

Fonte: NSC Total

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