Johnny Torres destaca a assinatura do protocolo do Corredor Bioceânico e afirma que ele será uma ferramenta para gerar empregos e combater a pobreza
O prefeito de Tarija – Bolívia, Johnny Torres, informou que o protocolo final para a consolidação do Corredor Bioceânico Centro-Sul já foi assinado, uma iniciativa que, segundo ele, responde a uma decisão conjunta dos governos participantes para promover o desenvolvimento econômico da região por meio da integração rodoviária e comercial.
A autoridade explicou que ainda existem desafios em termos de infraestrutura rodoviária, incluindo a conclusão de aproximadamente 50 quilômetros de estrada de terra entre a fronteira com o Paraguai e Tarija, além do reforço das estradas em direção a Tupiza e ao Marco 32.
“Já assinamos o protocolo final para o corredor bioceânico e dissemos: vamos fazê-lo por nossa vontade, com nosso interesse. Temos cerca de 50 quilômetros de terra restantes entre a fronteira paraguaia e Tarija, e mais adiante, do outro lado, precisamos ver como construir boas estradas em direção a Tupiza, Hito 32, etc. Portanto, estamos avançando”, afirmou.
Torres argumentou que o principal objetivo do corredor não é apenas a integração territorial, mas também a geração de oportunidades econômicas que reduzirão a pobreza e criarão novas fontes de emprego para a população de Tarija.
“Decidimos trabalhar no corredor bioceânico para escapar da pobreza, não porque seja bonito. Embora seja bonito, é para escapar da pobreza, porque irá gerar atividade econômica e empregos”, afirmou.
Como exemplo do impacto que esta rota internacional poderá ter, o prefeito explicou que o trânsito de mercadorias exigirá diversos serviços na cidade.
“Imagine um caminhão brasileiro vindo de São Paulo passando por Tarija. Esse caminhão precisa de um hotel, precisa de comida, precisa de combustível, precisa de tudo; vai precisar de uma borracharia, uma oficina mecânica e uma série de outras coisas que também gerarão empregos em Tarija. É isso que buscamos ”, disse ele.
A autoridade municipal também indicou que dez governos municipais participaram da reunião realizada no sábado, incluindo representantes do Paraguai, Peru, Chile e Bolívia, onde a assinatura do protocolo foi finalizada no âmbito do Encontro Trinacional.
“Sim, foi feito no sábado. Trabalhamos a manhã toda e já está pronto”, respondeu ele quando questionado sobre a assinatura do documento.
Durante a reunião, Torres comentou que havia conversado com o prefeito de Colcha K, referindo-se ao caso da atividade mineradora e à distribuição de royalties, tema que, em sua opinião, deveria abrir o debate sobre novos mecanismos de redistribuição de recursos entre as regiões do país.
“Tarija poderia agora ser uma região não produtora, mas ainda assim receber royalties? Já que participamos dos royalties do petróleo, é isso que precisamos discutir. Por que não? É um assunto tabu? Vamos conversar sobre isso, vamos debater; precisamos desenvolver uma perspectiva nacional”, afirmou.
Por fim, ele lembrou que, durante seu discurso de 4 de julho, mencionou a necessidade de debater propostas como o “federalismo solidário” , o retorno dos 12% e um “diálogo urgente de 50-50”, temas que, segundo ele, considera necessários para o país.
Fonte: La Voz de Tarija

