ArgentinaBusinessCorredor Bioceânico

Corredor Bioceânico: Jujuy avança com trabalho de cooperação na área da saúde

“Estamos avançando em diferentes áreas da saúde, levando em consideração o desenvolvimento do Corredor Bioceânico que se origina no Brasil, em São Paulo, passa por Campo Grande, atravessa o Chaco paraguaio, continua pelo Chaco de Salta, cruza Jujuy, entra por Yuto e sai pelo Paso Jama até o Porto de Iquique, no Chile. Isso envolverá os quatro países em inúmeros aspectos e gerará uma movimentação muito maior do que a que temos até agora, o que, naturalmente, exige trabalho coordenado para nos prepararmos nas respostas de saúde de toda a província”, explicou o especialista em telemedicina, Augusto Ittig.

“Nesta ocasião, dando o primeiro de muitos passos rumo ao trabalho conjunto entre Chile, Brasil, Paraguai e Argentina, recebemos em Jujuy profissionais de enfermagem e medicina do Brasil, pertencentes à Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande. Realizamos uma reunião com o Secretário da Coordenação Geral de Saúde, Javier Cadar. Anteriormente, visitamos com nossos colegas locais estratégicos de serviços públicos, como a base SAME 107 em Susques e o centro de telessaúde em Calilegua”, acrescentou.

Corredor Bioceânico: Jujuy avança com trabalho de cooperação na área da saúde

Cooperação em saúde

Em relação aos principais temas abordados, Ittig explicou que “nossos colegas do Brasil apresentaram doenças que atravessam o Corredor Bioceânico, como patologias cardiovasculares e algumas infecções sexualmente transmissíveis, e, como equipes locais, mencionamos a resposta que oferecemos no atendimento pré-hospitalar de emergência com o SAME 107, a Saúde Digital ou telemedicina com teleodontologia e telessaúde mental e, sobretudo, toda a estrutura hospitalar do sistema público ao longo dessa rota, com o fortalecimento da resposta integral “.

Por fim, ele anunciou que a Secretaria de Saúde de Jujuy realizará novas reuniões virtuais com equipes médicas do Chaco paraguaio e do Mato Grosso do Sul para compartilhar experiências, alinhar critérios e agendar visitas. Enquanto isso, representantes do Brasil se reunirão com a Universidade Nacional de Jujuy (UNJU).

Por sua vez, Alessandra Machado, pesquisadora da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, explicou que “o desenvolvimento dessa rota bioceânica nos apresentará diversos desafios na área da saúde. A ideia por trás desta visita é delinear algumas estratégias de prevenção, abordagens e atividades de pesquisa relacionadas à capacidade hospitalar existente, por exemplo.”

“Passamos uma semana com a equipe de Jujuy. Observamos, por exemplo, um trabalho impecável em telemedicina e teleAPS, alguns pontos de referência muito bem equipados, bem como o SAME (Sistema de Atendimento Médico de Emergência), e certamente avançaremos com novos desafios, como a atenção primária e a capacidade de hospitalização.”

Fonte: Somos Jujuy

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *