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Bolívia promove o corredor bioceânico para conectar o Chile e o Brasil

O presidente boliviano, Rodrigo Paz, anunciou que buscará diálogo com os presidentes José Antonio Kast e Luiz Inácio Lula da Silva para revitalizar um corredor comercial bioceânico que ligue Chile, Bolívia e Brasil. A iniciativa, segundo ele, visa impulsionar o fluxo de mercadorias e expandir as oportunidades de exportação e importação na região.

Proposta da Bolívia para conectar Chile e Brasil

Paz argumentou que a Bolívia possui as vantagens geográficas e logísticas para se tornar um centro estratégico para o comércio sul-americano e defendeu uma economia mais aberta a investimentos e produção. Segundo o presidente, a proposta será apresentada formalmente na próxima cúpula do Mercosul, que será realizada em Assunção nos dias 29 e 30 de junho.

Paz resumiu da seguinte forma: “A Bolívia é o grande corredor bioceânico para o Brasil exportar seus produtos para o Pacífico e para que as mercadorias do Pacífico viajem pela Bolívia até o Brasil ”. O projeto visa agilizar o trânsito de mercadorias e consolidar as cadeias logísticas, reduzindo custos e, assim, facilitando a entrada de empresas locais em mercados estrangeiros.

Paz citou Cochabamba como um centro natural para distribuição, produção e serviços logísticos, dada a sua localização central no país. “Cochabamba deve ser o motor da economia nacional e não pode ser bloqueada novamente”, afirmou, alertando que as restrições impactam diretamente o comércio, o transporte, a indústria e a produção.

Impacto econômico e desafios

Paz explicou ainda que o corredor bioceânico não só beneficiaria o transporte, como também impulsionaria setores como o varejo, a indústria e os serviços de logística. Ela enfatizou a necessidade de políticas públicas que facilitem o investimento e de acordos fronteiriços eficazes para evitar entraves alfandegários e operacionais que dificultam o comércio transregional.

O presidente também enfatizou a importância da coordenação com o Chile e o Brasil para definir rotas, infraestrutura ferroviária e rodoviária, pontos de despacho e sistemas aduaneiros harmonizados. A ideia, segundo ele, é reduzir os tempos e custos logísticos; na prática, isso envolverá investimentos em infraestrutura e negociações diplomáticas para superar os obstáculos legais e operacionais entre os três países.

Fonte: Radio Mitre

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