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Paz proporá ao Chile e ao Brasil a reativação do projeto do corredor comercial bioceânico

O presidente Rodrigo Paz destacou o potencial da Bolívia como ponto estratégico para a integração comercial sul-americana e afirmou que o país precisa avançar rumo a uma economia mais aberta ao comércio, ao investimento e à produção.

Durante a cerimônia de entrega do projeto “Interconexão JICA” em Cochabamba, o presidente indicou que apresentará essa visão na próxima reunião do Mercosul, onde planeja discutir com os presidentes do Brasil e do Chile as oportunidades que a Bolívia oferece como corredor bioceânico.

Paz lembrou que, em reuniões anteriores com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente chileno José Antonio Kast, sugeriu que a Bolívia poderia se tornar uma rota fundamental para conectar os mercados do Pacífico.

“A Bolívia é o grande corredor bioceânico para o Brasil exportar seus produtos para o Pacífico e para que mercadorias do Pacífico passem pela Bolívia e cheguem ao Brasil”, afirmou, destacando o peso econômico do Brasil na região e a oportunidade de gerar benefícios compartilhados por meio de uma maior integração comercial.

Corredor Bioceânico

O chefe de Estado argumentou que um maior fluxo de mercadorias pelo território boliviano poderia transformar o país em um centro de distribuição, produção e serviços logísticos, com Cochabamba desempenhando um papel particularmente importante devido à sua localização estratégica.

Nesse contexto, ele questionou os efeitos econômicos dos bloqueios que duraram 50 dias, observando que as interrupções afetaram a atividade produtiva, o abastecimento e o potencial de crescimento do departamento.

“Cochabamba deve ser o motor da economia nacional e não pode ser bloqueada novamente”, disse ele, enfatizando que as restrições à circulação afetam diretamente setores como comércio, transporte, indústria e produção.

Paz garantiu que levará à reunião do Mercosul a mensagem de que a Bolívia busca fortalecer as relações comerciais e atrair investimentos.

“A Bolívia está pronta para fazer negócios, produzir e comercializar. A Bolívia está pronta para se lançar ao mundo e para que o mundo venha à Bolívia”, afirmou ele.

O presidente também destacou a necessidade de criar condições para que as indústrias permaneçam no país e para que a Bolívia aproveite sua localização geográfica como uma vantagem competitiva na economia regional.

Fonte: La Razón

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