Verruck: Rota Bioceânica ainda tem muita coisa a ser resolvida
Ao participar do II Fórum MS Sustentabilidade, realizado ontem (terça-feira, 03/11) em Campo Grande, o ex-secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, disse que a Rota Bioceânica ainda precisa de investimentos e ajustes para que se consolide efetivamente.
Ele mencionou a necessidade de “apresentar” esse projeto ao mundo, exemplificando o mercado asiático, e defendeu providências que precisam ser tomadas, sobretudo as de curto prazo, para que o corredor seja ampla e vigorosamente reconhecido como um ponto diferenciado de oportunidades no planeta.
“Conectamos este grande projeto estratégico aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) da ONU, fazendo as análises das oportunidades e apontando caminhos para que o corredor se consolide definitivamente”, afirmou.
“Nossa principal preocupação neste debate foi sobre como os municípios e toda a nossa região vão se apropriar dessa transformação para gerar um desenvolvimento econômico real para toda a população”, emendou.

Divisor de Águas
Verruck frisou que ainda há passos fundamentais a serem dados, como o término das obras de infraestrutura e a harmonização das normas alfandegárias e fitossanitárias entre os países: “Continuamos trabalhando firme para consolidar a Rota Bioceânica de Capricórnio como um divisor de águas para o futuro de Mato Grosso do Sul e da América Latina”.
Ele acentuou que a Rota precisa ser apresentada para o mercado asiático não apenas como uma alternativa logística no transporte de mercadorias, mas como um projeto capaz de atrair investimentos internacionais e promover o desenvolvimento econômico dos países envolvidos.
O ex-secretário advoga uma estratégia conjunta entre o Brasil, o Paraguai, a Argentina e o Chile para mostrar aos investidores asiáticos o potencial competitivo do corredor. Segundo ele, a redução dos custos de transporte e a possibilidade de ampliar o acesso à China são vantagens importantes, porém não garantem que as cidades nesse roteiro sejam beneficiadas economicamente. “Para isso, será necessário desenvolver políticas locais de atração de empresas e investidores, de qualificação profissional e aproveitamento das oportunidades comerciais”, sugeriu.
Fonte: Folha CG

