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Universidade de Antofagasta analisará os efeitos da altitude sobre os motoristas no Corredor Bioceânico

A Universidade de Antofagasta, no Chile, lançará um projeto de pesquisa para analisar os efeitos que a exposição à altitude poderá ter sobre os motoristas que trafegam ao longo do futuro Corredor Bioceânico de Capricórnio, um dos principais projetos de integração logística da América do Sul e uma rota estratégica para a exportação de minerais do norte da Argentina.

A iniciativa buscará gerar informações científicas que contribuam para a melhoria da segurança rodoviária nas passagens de fronteira de Jama e Sico, na província de Salta, onde as condições de altitude representam um desafio para o transporte internacional de cargas, especialmente de lítio, boro e outros minerais extraídos na Puna.

O estudo será conduzido pelo Centro de Pesquisa em Fisiologia e Medicina de Altitude (FIMEDALT), vinculado à Faculdade de Ciências da Saúde da universidade chilena. A equipe dispõe de uma câmara hipobárica de uso civil, a única do tipo no país, capaz de reproduzir as condições atmosféricas presentes nos dois Pasos de montanha. Isso permitirá aos pesquisadores avaliar o comportamento fisiológico dos motoristas em cenários semelhantes aos que encontrarão durante suas viagens.

O projeto de pesquisa, intitulado “Prevenção de Rotas Seguras: Aclimatação e Saúde no Corredor Bioceânico de Capricórnio”, exigirá um investimento de mais de 300 milhões de pesos chilenos e terá duração de 24 meses. Durante esse período, serão analisados ​​os efeitos cardiovasculares, cognitivos e metabólicos associados à circulação em grandes altitudes, com foco especial naqueles que transportam cargas regularmente.

Uma das primeiras etapas do projeto será a incorporação de um simulador de direção que funcionará dentro da câmara hipobárica. Essa ferramenta permitirá aos pesquisadores recriar as condições de pressão atmosférica e disponibilidade de oxigênio típicas dos passos de Jama e Sico, a fim de estudar como essas condições influenciam o tempo de reação, a concentração e o desempenho dos motoristas.

O projeto está alinhado com as projeções do Governo Regional de Antofagasta, que estimam que o fluxo de tráfego ao longo desta rota internacional poderá aumentar dez vezes quando o corredor estiver totalmente operacional. Esse aumento no tráfego de caminhões e cargas exige ferramentas para antecipar e mitigar os riscos à saúde e segurança rodoviária.

Para a indústria mineira argentina, o Corredor Bioceânico de Capricórnio é uma rota fundamental. Ele conecta o norte do Chile com a Argentina, o Paraguai e o Brasil, consolidando-se como uma das principais rotas comerciais entre os oceanos Atlântico e Pacífico. O lítio, juntamente com o boro e outros minerais não metálicos, é transportado pelos desfiladeiros de Jama e Sico, provenientes dos salares de Salta e Jujuy.

O estudo da Universidade de Antofagasta poderá abrir precedente para pesquisas semelhantes em outras passagens de montanha utilizadas pela mineração. 

Fonte: Diario Huarpe

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