ArgentinaBusinessChileCorredor BioceânicoLogísticaTransporte

Corredor Bioceânico Longotoma: este é o projeto ferroviário que busca conectar Los Andes no Chile e Mendoza na Argentina

Um ambicioso projeto de infraestrutura busca transformar a conectividade entre o Chile e a Argentina por meio de uma nova alternativa ferroviária para o transporte de cargas. Trata-se do Corredor Bioceânico Longotoma, uma iniciativa privada com investimento estimado em US$ 9,6 bilhões, que visa reduzir o tempo de transporte de mercadorias através da Cordilheira dos Andes.

O projeto, promovido pela empresa Veler SA, inclui quatro grandes obras, entre elas uma linha férrea de 54 quilômetros, uma ligação ferroviária entre Mendoza e Los Andes, além da expansão do porto terrestre chileno para aumentar sua capacidade de atendimento a caminhões e veículos.

A iniciativa busca oferecer uma alternativa ao atual sistema de transporte internacional, que depende principalmente da travessia fronteiriça de Los Libertadores. Durante períodos de mau tempo, o fechamento do complexo causa grandes atrasos para os caminhoneiros, com veículos às vezes ficando retidos por até oito dias.

Segundo seus defensores, o corredor aliviaria o congestionamento nas rotas existentes, reduziria o tráfego de caminhões e melhoraria os tempos de viagem. Atualmente, cerca de 16.000 caminhões trafegam pela região mensalmente, portanto, uma conexão ferroviária poderia reduzir a pressão sobre a infraestrutura rodoviária.

A rota planejada estende a linha férrea até La Ligua, onde estão previstos um centro logístico e um porto submarino de águas profundas. Essa infraestrutura permitiria o transporte de produtos como grãos para a Ásia em aproximadamente 13 dias, reduzindo os tempos atuais de exportação em cerca de 15 dias.

O projeto propõe ainda a restauração da ligação da histórica ferrovia transandina, uma rota que durante o século XX permitiu o transporte de passageiros e carga entre o Chile e a Argentina, mas que deixou de operar após os danos causados ​​por uma avalanche em 1984.

De acordo com seus idealizadores, reativar essa conexão fortaleceria a logística internacional e proporcionaria maior segurança ao comércio exterior, reduzindo a dependência do transporte terrestre através da cordilheira e criando uma alternativa diante das emergências climáticas.

Atualmente, o Corredor Bioceânico de Longotoma encontra-se em fase de proposta e seus promotores buscam apoio institucional para avançar por meio de acordos entre os dois países, incluindo o Tratado de Maipú, que facilitaria a coordenação binacional necessária para concretizar a iniciativa.

Fonte: 24 Horas

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *