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Odilon Ribeiro propõe incentivos tributários para impulsionar desenvolvimento da região pantaneira

Durante o Café & Política, ex-prefeito de Aquidauana defende debate sobre políticas estaduais para atrair investimentos, fortalecer o empreendedorismo e ampliar a geração de empregos no Pantanal

A criação de mecanismos estaduais para estimular a instalação de empresas na região pantaneira foi uma das principais propostas defendidas pelo ex-prefeito de Aquidauana e pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL), Odilon Ribeiro, durante participação no Café & Política.

Ao comentar sua ideia de implantar uma espécie de “zona franca” para a região, Odilon esclareceu que não se refere ao modelo federal existente em Manaus, mas à adoção de uma política tributária diferenciada no âmbito estadual, capaz de reduzir as desvantagens logísticas enfrentadas pelos municípios do Pantanal.

Segundo ele, a localização geográfica faz com que investidores optem por cidades mais próximas dos grandes centros consumidores, como Três Lagoas, Bataguassu, Aparecida do Taboado e Naviraí, deixando de considerar municípios como Aquidauana, Miranda e Anastácio.

“O que quero é chamar atenção para uma discussão tributária estadual. No mesmo cenário, o investidor escolherá municípios mais próximos dos grandes mercados. Precisamos criar incentivos para tornar nossa região mais competitiva”, afirmou.

Desenvolvimento para combater o empobrecimento regional

Odilon argumentou que parte dos municípios pantaneiros enfrenta dificuldades econômicas e perda de arrecadação, tornando urgente a adoção de políticas capazes de atrair novos empreendimentos.

Na avaliação do ex-prefeito, o objetivo central é ampliar a geração de empregos para evitar que a população jovem deixe a região em busca de oportunidades em outros estados.

Como exemplo, ele citou trabalhadores indígenas que, anualmente, viajam ao Rio Grande do Sul para atuar na colheita de maçãs.

“Todos os anos saem diversos ônibus com trabalhadores indígenas para colher maçã no Sul do país. Essa mão de obra poderia estar empregada aqui se conseguíssemos atrair novas indústrias para nossa região”, destacou.

Potencial para receber novos investimentos

Durante a entrevista, Odilon defendeu que municípios como Aquidauana, Anastácio e Dois Irmãos do Buriti possuem estrutura suficiente para receber grandes empreendimentos industriais, especialmente ligados ao setor florestal.

Ele lembrou que a região já conta com extensas áreas de cultivo de eucalipto, matéria-prima utilizada por indústrias de celulose, e acredita que novos investimentos poderiam aproveitar essa base produtiva.

Segundo o ex-prefeito, a chegada de grandes empresas não representaria apenas novos empregos, mas também maior arrecadação, fortalecimento da economia local e melhores perspectivas para os jovens da região.

Turismo de Camisão e Piraputanga seguem como vocação econômica

Outro tema abordado por Odilon Ribeiro foi o desenvolvimento turístico da região de Camisão e Piraputanga.

Ele afirmou que o crescimento imobiliário e turístico é inevitável e deve ser acompanhado por planejamento urbano, organização territorial e responsabilidade ambiental.

Na avaliação do ex-prefeito, a região reúne características naturais capazes de atrair visitantes, especialmente moradores de Campo Grande que buscam imóveis para lazer e contato com a natureza.

“Ali será uma grande oportunidade para o turismo do Mato Grosso do Sul. Precisamos crescer com organização, sustentabilidade e planejamento”, afirmou.

Odilon também destacou investimentos privados já existentes, como pousadas, empreendimentos imobiliários e a única vinícola em funcionamento no Estado, além do potencial para novos projetos de turismo ecológico e de aventura.

Defesa do empreendedorismo

Ao tratar do ambiente de negócios, o ex-prefeito afirmou que o excesso de burocracia representa um dos principais obstáculos para quem deseja investir no Brasil.

Ele criticou o volume de exigências impostas aos empresários, especialmente pequenos comerciantes e produtores rurais, argumentando que parte da legislação acaba dificultando a geração de emprego e renda.

“Hoje investir no Brasil é quase um ato de loucura. Precisamos simplificar processos, reduzir burocracias e valorizar quem produz e gera empregos”, declarou.

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