China reforça seu compromisso com o lítio em Salta com projetos e operações no valor de US$ 175 milhões
A Ganfeng Lithium, a Tibet Summit e a China Union Holdings estão avançando com investimentos relacionados ao lítio na província argentina. O relacionamento com o gigante asiático também está se fortalecendo por meio das exportações e do desenvolvimento de corredores logísticos para portos do Pacífico.
A presença do capital chinês na mineração em Salta (Argentina) continua a expandir-se, com projetos de lítio e novas operações de investimento que consolidam o gigante asiático como um ator relevante para o desenvolvimento da mineração e das exportações da província argentina.
Esse cenário foi um dos temas centrais do Dia da China 2026, realizado na Universidade Católica de Salta (UCASAL), que reuniu autoridades, empresários, representantes diplomáticos e acadêmicos para analisar oportunidades de cooperação e investimento entre a Argentina e a China.
A agenda incluiu mineração, transição energética, agronegócio, PMEs regionais e o desenvolvimento do Corredor Bioceânico.
Três empresas chinesas estão fazendo progressos na indústria de lítio de Salta
A presença chinesa no setor de mineração provincial se reflete principalmente na Ganfeng Lithium, na Tibet Summit e na China Union Holdings, por meio de seus próprios projetos, parcerias e investimentos ligados às salinas de Salta.
Entre elas está a Ganfeng Lithium, ligada aos projetos Mariana e PPG, este último desenvolvido por meio de uma joint venture com a Lithium Argentina. A empresa inaugurou recentemente um escritório alfandegário para realizar exportações diretas de sua planta de processamento localizada no Parque Industrial General Güemes.
A Cúpula do Tibete também marca presença, por meio da PLASA e sua participação em Diablillos, enquanto a China Union Holdings planeja sua entrada em Arizaro, uma das grandes salinas da província.
China Union Holdings está de olho na Arizaro com uma oferta de US$ 175 milhões
A operação ligada à Arizaro destaca-se por representar a entrada de um novo ator chinês no mapa do lítio de Salta.
A transação projetada está avaliada em US$ 175 milhões, reforçando o interesse de empresas asiáticas nos recursos de lítio disponíveis no noroeste da Argentina.
Assim, a relação entre Salta e a China não se limita à demanda pelo mineral, mas também inclui capital para projetos, participação comercial e desenvolvimento de infraestrutura relacionada à cadeia produtiva.

Corredor Bioceânico busca aproximar Salta dos mercados asiáticos
Durante o Dia da China, a importância da Rota Nacional 51 e do Paso de Sico também foi destacada como vias de ligação entre a produção de Salta e os portos do Pacífico e, a partir daí, com os mercados asiáticos.
Essa estratégia faz parte do desenvolvimento do Corredor Bioceânico de Capricórnio, projetado para reduzir distâncias e melhorar a logística entre o noroeste da Argentina, o Chile e a Ásia.
A China também se tornou um mercado importante para diversos produtos de Salta. Além de carbonato de lítio e cloreto de lítio, a província exporta tabaco, frutas cítricas, cloreto de sódio, vinhos e leguminosas para aquele país.
Assim, o Dia da China 2026 destacou uma relação econômica que vai além do lítio, embora a mineração continue sendo um dos principais pilares para a expansão do investimento e do comércio entre Salta e a China.
Fonte: Rumbo Minero

