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Terminal Internacional de Antofagasta pretende aumentar a altura das ondas para 1,75 metros para as operações

O Terminal Internacional de Antofagasta (ATI) busca aumentar o limite de altura das ondas para manobras de atracação e desatracação para 1,75 metros. Essa proposta surge após a aprovação da autoridade marítima para uma resolução que reduziu o limite para 1,65 metros para embarcações de até 305 metros de comprimento. Essa atualização permite à concessionária reduzir o tempo de fechamento do porto em aproximadamente 25%.

Mark Bindhoff, gerente geral da ATI , explicou ao PortalPortuario que “obtivemos a aprovação da autoridade marítima em uma nova resolução que elevou a altura das ondas para nos permitir operar a atracação e desatracação de navios, o que nos possibilita manobrar embarcações de até 305 metros de comprimento e 1,65 metros de calado”.

“A grande vantagem disso é que, com base em todos os nossos cálculos e estimativas, o número de dias de interdição deve diminuir em aproximadamente 25%. Isso é significativo, pois estamos falando de um quarto a menos. Atualmente, continuamos trabalhando nisso, tanto com a autoridade marítima quanto com uma empresa de consultoria que também nos apoia, com o objetivo de atingir 1,75 metros. Isso certamente também trará benefícios”, explicou Bindhoff.

Nessa mesma linha, o executivo destacou que “pelo que temos analisado, dadas as condições atuais do porto, com 1,75 metros estaríamos atingindo o limite teórico ou técnico para a realização segura de manobras de atracação e desatracação. Depois disso, vem uma segunda etapa, que se conecta a um projeto desenvolvido pela Companhia Portuária de Antofagasta (EPA), que envolve a extensão do quebra-mar.”

O gerente geral explicou que “este é um projeto que já foi licitado e adjudicado. A construção começa neste segundo semestre e a previsão é de que seja concluída em três anos. Isso criará novas condições mais favoráveis ​​para o porto, onde a doca ficará mais bem protegida do que atualmente. Realizaremos estudos adicionais para aumentar a altura das ondas, que esperamos que chegue a dois metros.”

Em relação ao 23º aniversário do Terminal Internacional de Antofagasta, Mark Bindhoff enfatizou a importância do capital humano que tem impulsionado o desenvolvimento do terminal marítimo de Antofagasta ao longo de sua história. Ele também destacou a atual fase de crescimento que a concessionária atravessa, bem como os preparativos em andamento para se posicionar no âmbito do Corredor Bioceânico entre o Chile e o Brasil, passando pela Argentina e pelo Paraguai.

A esse respeito, o engenheiro civil mecânico comentou que “nestes 23 anos, há pessoas que dedicaram suas vidas inteiras ao trabalho no porto, pessoas profundamente ligadas à atividade portuária; há famílias inteiras envolvidas. Portanto, é muito emocionante olhar para trás e ver a história e os ciclos pelos quais o porto passou, incluindo as condições que enfrentamos hoje até o término da concessão. Atualmente, também estamos em fase de expansão, trazendo novas cargas para as operações do porto.”

Em relação aos planos para 2026, Bindhoff afirmou que “além do trabalho diário relacionado à segurança, sustentabilidade e todas as preocupações ambientais que temos como parte de nossa operação e do nosso entorno, claramente uma das principais prioridades está relacionada ao crescimento, à capacidade de adicionar mais volume de carga ao terminal.”

Em relação aos esforços da ATI para se integrar como parte interessada no Corredor Bioceânico, o executivo declarou: “Estamos trabalhando em estreita colaboração com a autoridade portuária e também com todas as entidades regionais, como o Governo Regional. Como ATI, nossa gestão se limita ao terminal, o que se deve em parte às restrições que enfrentamos como parte da concessão, mas estamos nos preparando para receber essas cargas de importação e exportação que circularão por todos os países conectados pelo Corredor Bioceânico.”

“O simples fato de haver menos dias de fechamento do porto significa mais dias operacionais para o atendimento de navios. Isso está em consonância com o aumento projetado no volume de movimentação de cargas com o Corredor Bioceânico nos próximos anos. Estudos preliminares já foram realizados e, numa fase inicial, a previsão é de que ele contribua com cerca de 300 mil ou 400 mil toneladas por ano”, afirmou o gerente-geral do Terminal Internacional de Antofagasta.

Fonte: Sebastián BetancourtPortal Portuario

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