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Corredor bioceânico NOA fortalecerá a logística regional

Durante o congresso Latinrieles 2025 , realizado em San Salvador de Jujuy na Argentina, especialistas em infraestrutura ferroviária analisaram o progresso do Corredor Bioceânico NOA (Noroeste da Argentina), um projeto que busca conectar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile para fortalecer a integração regional e reduzir os custos logísticos.

O corredor bioceânico NOA conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile para fortalecer a logística.

Latinrieles 2025: uma análise da infraestrutura ferroviária

A 20ª edição do congresso contou com mais de 200 participantes presenciais e 1.500 participantes por transmissão ao vivo. Mais de 30 empresas apresentaram suas propostas de equipamentos, serviços e construção para o setor ferroviário.

Sergio Rojas, diretor da revista Rieles e organizador do evento, destacou a importância do trem para a competitividade nacional: “Um sistema ferroviário sólido não só reduz os custos logísticos, como também abre a possibilidade de adicionar novos serviços de passageiros.”

O Corredor Bioceânico NOA e seu progresso

Um dos principais focos da reunião foi a análise do Corredor Ferroviário Central Bioceânico, que conectará os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de uma linha férrea. O projeto envolve Brasil, Paraguai, Argentina e Chile , e visa facilitar o comércio com a Ásia e impulsionar o desenvolvimento econômico no Cone Sul.

João Carlos Parkinson de Castro, funcionário do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, afirmou que as obras estão progredindo bem e que a inauguração oficial está prevista para outubro ou novembro de 2026. Ele também indicou que:

  • A Ponte Bioceânica entre Carmelo Peralta (Paraguai) e Porto Murtinho (Brasil) está 90% concluída.
  • No Mato Grosso do Sul, estão sendo alargadas estradas e está sendo construída uma Área de Controle Integrado.
  • No Paraguai, as obras estariam concluídas até agosto de 2026.
Progresso na construção da ponte bioceânica fundamental para o corredor bioceânico do Atlântico Norte.

Impacto logístico para o NOA

O diplomata brasileiro enfatizou que esse novo sistema exigirá infraestrutura logística no norte da Argentina. Diferentemente dos embarques sazonais de grãos, o Corredor Bioceânico trará um fluxo contínuo ao longo do ano, demandando maiores investimentos em armazéns, centros logísticos e centros de redistribuição de cargas.

Dessa forma, o Corredor Bioceânico do Atlântico Norte está se consolidando como um motor de transformação para a logística argentina, impulsionando a competitividade regional e abrindo novas oportunidades para a integração comercial.

As obras no Brasil impulsionam o desenvolvimento do corredor bioceânico NOA.

Fonte: Bamboo Group

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