Cochabamba-Bolívia: líderes empresariais propõem quatro áreas-chave para promover o Corredor Bioceânico
Líderes empresariais em Cochabamba propuseram quatro áreas-chave para promover o Corredor Bioceânico Central que liga os oceanos Atlântico e Pacífico através da Bolívia.
Durante o primeiro dia do IV Nodo Bioceânico Amazônico Andino Central, em Cochabamba, Juan Pablo Demeure, presidente da Federação de Entidades Empresariais Privadas (FEEPC), apresentou a visão desse setor.
Ele afirmou que este encontro se torna uma “verdadeira plataforma de integração entre o Atlântico e o Pacífico e abre uma oportunidade, uma nova escala de integração e competitividade”.
Ele afirmou que o setor privado visa fortalecer a competitividade regional, conectar mercados e projetar Cochabamba como um nó chave dentro do Corredor Bioceânico.
Ele também afirmou que o setor empresarial tem capacidade para revitalizar a economia, expandir os mercados e acelerar o processo de desenvolvimento regional.
Demeure também considerou que um projeto desta magnitude exige a participação dos setores público e privado, bem como a cooperação internacional.
De acordo com o empresário, um Corredor Bioceânico que atravessa a Bolívia aumentará a produtividade, a infraestrutura e os acordos comerciais, reduzindo tempos, otimizando operações e fortalecendo a competitividade dos países da região.
Quatro eixos
Nesse contexto, ele propôs quatro áreas-chave para estabelecer um roteiro:
O primeiro ponto é a integração logística e a conectividade. Demesure afirmou que o Corredor Bioceânico ligará territórios, conectará sistemas de produção e posicionará Cochabamba como um centro estratégico entre o Atlântico e o Pacífico.
Enquanto isso, o segundo foco é a transformação das exportações industriais e agrícolas. “Conexões eficientes com portos internacionais aumentarão o valor agregado da produção e impulsionarão a diversificação das exportações. Isso projetará Cochabamba, a Bolívia e os países vizinhos, bem como as potenciais cadeias de suprimentos”, afirmou, acrescentando que a indústria e o setor agrícola crescerão em volume e competitividade.
O terceiro ponto é o desenvolvimento de serviços especializados. “O corredor estimulará a demanda por logística avançada, serviços tecnológicos, comércio exterior, serviços técnicos e financiamento. Consolidará um ecossistema de serviços que fortalecerá a capacidade de expansão do setor produtivo”, enfatizou o empresário.
Por fim, o quarto eixo é a segurança estratégica: “um sistema logístico de classe mundial exigirá o fornecimento de energia estável, eficiente e projetada que garanta a continuidade operacional, a mobilidade e o crescimento industrial”.
O IV Nodo Bioceânico da Amazônia Andina Central, aconteceu nos dias 22 e 23 de abril e contou com a participação de autoridades e delegações do Brasil, Peru e Chile, além de Oruro e Chuquisaca, que promovem a construção do Corredor Bioceânico.
Fonte: La Razón

