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Reinaldo diz que quer atuar no Senado para destravar a Rota Bioceânica

O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, afirmou que pretende atuar no Senado para ajudar a destravar os principais desafios que ainda impedem a consolidação da Rota Bioceânica. A declaração foi feita nesta semana, durante agenda como pré-candidato ao cargo nas eleições de 2026.

Segundo Reinaldo, apesar do avanço das obras da Ponte Internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, o corredor logístico ainda depende de uma série de medidas para funcionar plenamente. Entre elas, ele citou a harmonização da legislação aduaneira entre os países envolvidos, novos acordos fitossanitários, a integração dos sistemas de transporte internacional e a qualificação de mão de obra voltada ao setor logístico.

O pré-candidato afirmou que pretende defender essas pautas caso seja eleito senador, argumentando que a atuação no Congresso pode contribuir para acelerar a implantação das estruturas e das normas necessárias ao funcionamento do corredor.

A Rota Bioceânica vai ligar o Brasil aos portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina. A expectativa é reduzir distâncias para mercados asiáticos e ampliar a competitividade das exportações brasileiras, especialmente de produtos do agronegócio.

Reinaldo também afirmou que a conclusão do projeto poderá estimular a instalação de empresas e operadores logísticos em municípios localizados ao longo do corredor, como Porto Murtinho, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Campo Grande.

“Ainda há muito trabalho pela frente para que todo esse potencial se transforme em desenvolvimento. Mato Grosso do Sul precisa de representação em Brasília para garantir os investimentos e as parcerias necessárias”, afirmou o pré-candidato.

A estrutura principal da Ponte Internacional da Rota Bioceânica está em fase final de execução, e a previsão divulgada pelos responsáveis pela obra é de conclusão ainda em 2026. Após a entrega da ponte, o corredor ainda dependerá da conclusão de obras complementares e da implementação de acordos entre os países participantes para entrar em operação de forma plena.

Fonte: O Sul Matogrossense

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