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Passagens para animais selvagens e tecnologia protegem a biodiversidade do Corredor Bioceânico

O desenvolvimento de infraestrutura rodoviária em ambientes naturais como o Chaco paraguaio traz consigo responsabilidades e, consequentemente, ações concretas destinadas a minimizar qualquer impacto que possa ter sobre o seu entorno.

Seguindo essa abordagem, o Corredor da Rodovia Bioceânica apresenta diversas passagens de fauna estrategicamente localizadas ao longo de seu percurso, que não apenas permitem a passagem segura da vida selvagem, mas também visam prevenir acidentes envolvendo motoristas. Além disso, armadilhas fotográficas são utilizadas para monitorar e identificar as espécies que utilizam essas estruturas.

Tudo isso está sendo monitorado pela primeira vez de forma permanente pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) e pelo WWF Paraguai, a fim de avaliar seu funcionamento na área de intervenção e gerar informações que possam ser utilizadas em futuros projetos rodoviários.

Tecnologia para compreender o território

A este respeito, o consultor Diego Varela explica que as câmeras permitem identificar as espécies que utilizam as passagens e, através de equipamentos instalados na floresta, determinar quais espécies estão presentes na área. Essa comparação fornece informações para determinar como a fauna reage à nova infraestrutura rodoviária.

Os registros já incluem espécies como a anta e o tatu-canastra. María Inés Bogado, do WWF Paraguai, destaca que “já temos registros de algumas espécies, como a anta e o tatu-canastra, que de fato utilizam essas estruturas”, evidência que nos permite compreender o uso efetivo das passagens.

Para Carlos Molinas, do WWF Paraguai, um dos principais efeitos de uma estrada é a fragmentação da paisagem. “A primeira coisa que uma estrada faz é dividir a paisagem em duas, uma metade de cada lado da estrada”, explica ele, uma situação que pode aumentar os riscos para os animais e levar a colisões com veículos.

Informações para projetos futuros

Os dados obtidos também podem ser incorporados ao planejamento e à manutenção da infraestrutura rodoviária. Laura Leiva, técnica do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), destaca que essas informações permitirão “a elaboração de diretrizes específicas para a manutenção de corredores”, de modo que as soluções implementadas possam ser consideradas durante a gestão rodoviária.

Lucía Vera, também técnica do MOPC, destaca que os resultados “permitem inovar desde o projeto de obras rodoviárias”, incorporando critérios relacionados à fauna e às condições do território desde as fases iniciais.

A experiência gera informações que podem ser utilizadas em futuros projetos rodoviários. Bogado enfatiza que se trata de “informação valiosa para a tomada de decisões em futuros projetos rodoviários, em harmonia com a conservação”, enquanto o monitoramento realizado pelas equipes técnicas e científicas permite a avaliação das medidas aplicadas na Rota PY15, um eixo de 220 quilômetros projetado para conectar os oceanos Atlântico e Pacífico.

Fonte: MOPC – PY

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