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Mato Grosso do Sul chega aos 49 anos com indústria em expansão e novos investimentos

Mato Grosso do Sul completou 49 anos neste domingo (11) em um cenário de expansão econômica, marcado pela chegada de grandes indústrias, pelo fortalecimento do agronegócio e por investimentos em infraestrutura. Criado em 1977, o estado, que construiu sua economia sobre a agricultura e a pecuária, consolidou novas atividades produtivas, especialmente nos setores de celulose, biocombustíveis e alimentos, ampliando sua participação no mercado nacional e internacional.

Arquivo Histórico de Campo Grande (ARCA)A instalação formal do governo de Mato Grosso do Sul se deu em 1º de janeiro de 1979

A instalação formal do governo se deu em 1º de janeiro de 1979

A história do estado começou oficialmente em 11 de outubro de 1977, quando o presidente Ernesto Geisel sancionou a Lei Complementar nº 31, determinando a divisão de Mato Grosso. A instalação administrativa ocorreu em 1º de janeiro de 1979, com Campo Grande como capital, definida na própria lei de 1977. Desde então, Mato Grosso do Sul passou por transformações que incluíram o crescimento das cidades, a ampliação da malha rodoviária, a modernização da produção agropecuária e a chegada de novos empreendimentos.

Celulose e etanol de milho

Uma das principais mudanças recentes ocorreu no chamado Vale da Celulose, região que concentra grandes investimentos industriais. Em Três Lagoas, as fábricas da Suzano e da Eldorado Brasil consolidaram o município como referência no setor. Em Ribas do Rio Pardo, a unidade da Suzano, inaugurada em 2024, ampliou a capacidade produtiva estadual, enquanto Inocência recebe a construção de uma fábrica da chilena Arauco, com investimento estimado em US$ 4,6 bilhões e previsão de operação a partir de 2027.

O setor de biocombustíveis também ganhou espaço na economia sul-mato-grossense. Em Sidrolândia e Dourados, as unidades industriais da Inpasa fortaleceram a produção de etanol de milho e derivados utilizados na alimentação animal. Os empreendimentos ampliaram a demanda por matérias-primas, transporte e serviços especializados, aproximando ainda mais a produção agrícola da indústria e criando oportunidades para fornecedores e trabalhadores da região.

Álvaro Rezende/SecomVale da Celulose em expansão em Mato Grosso do Sul

Vale da Celulose continua em expansão em Mato Grosso do Sul com a chegada de grandes empresas

Carne, grãos e serviços

Ricardo Stuckert/PRPlanta frigorífica da JBS em Campo Grande, na Rodovia BR-060

Planta frigorífica da JBS em Campo Grande, na Rodovia BR-060

A pecuária e a indústria frigorífica, atividades tradicionais do estado, continuam desempenhando papel importante na geração de empregos e nas exportações. Empresas como JBS e Minerva Foods integram uma cadeia produtiva que movimenta propriedades rurais, transportadoras, estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços. Ao lado do processamento de carnes, a produção de soja, milho e cana-de-açúcar mantém o agronegócio entre os principais pilares da economia estadual.

O crescimento industrial também produz reflexos no comércio e no setor de serviços. Em Campo Grande e nos municípios do interior, a movimentação econômica impulsiona atividades como construção civil, supermercados, restaurantes, hotelaria e transporte. A chegada de trabalhadores e fornecedores amplia o mercado consumidor, mas também exige investimentos em habitação, saneamento, educação, saúde e qualificação profissional para acompanhar o ritmo de expansão das cidades.

Rota Bioceânica

Divulgação/MOPC PYPonte Bioceânica conclui ligação entre Brasil e Paraguai em Porto Murtinho

Ponte Bioceânica conclui ligação entre Brasil e Paraguai em Porto Murtinho

Outro projeto considerado estratégico para o futuro de Mato Grosso do Sul é a Rota Bioceânica, corredor rodoviário que pretende conectar o Brasil aos portos do Oceano Pacífico, passando por Paraguai, Argentina e Chile. A iniciativa tem potencial para reduzir distâncias logísticas em determinadas operações comerciais e abrir novas possibilidades de exportação, especialmente para mercados asiáticos. A construção da ponte internacional sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, representa uma das principais etapas da integração, embora a consolidação da rota ainda dependa da conclusão de obras e estruturas logísticas nos países envolvidos.

Novo mandato

Anderson Ramos/Capital NewsReeleito, Eduardo Riedel fala à imprensa no TRE-MS ao lado de aliados, em Campo Grande

O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) fala à imprensa no TRE-MS, em Campo Grande, ao lado de aliados, entre eles a senadora Tereza Cristina (PP-MS)

O aniversário de 49 anos ocorre também em um momento de continuidade política, após a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, com 914.323 votos (67,07% dos válidos). À frente do Executivo estadual desde 2023, Riedel iniciará o segundo mandato em 6 de janeiro de 2027 e terá pela frente o desafio de acompanhar a expansão industrial, ampliar a infraestrutura e fazer com que os investimentos se traduzam em melhorias para a população.

Às vésperas de completar meio século de criação, Mato Grosso do Sul reúne uma trajetória de crescimento econômico e novas perspectivas de desenvolvimento, mas também enfrenta o desafio de distribuir os benefícios dessa transformação entre suas diferentes regiões.

Linha do tempo

11/10/1977 · Geisel sanciona a Lei Complementar nº 31, que cria Mato Grosso do Sul e define Campo Grande como capital

1º/1/1979 · Instalação do governo do novo estado

Julho de 2024 · Suzano começa a operar em Ribas do Rio Pardo a fábrica de 2,55 milhões de toneladas de celulose por ano, inaugurada em dezembro

9/4/2025 · Arauco lança a pedra fundamental da fábrica de Inocência, investimento de US$ 4,6 bilhões

Julho de 2026 · Estruturas da ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta se unem sobre o Rio Paraguai

4/10/2026 · Eduardo Riedel (PP) é reeleito no 1º turno, com 914.323 votos (67,07% dos válidos)

6/1/2027 · Posse do governador para o segundo mandato

Fim de 2027 · Previsão de início da operação da fábrica da Arauco

Fontes: Lei Complementar nº 31/1977, Emenda Constitucional 111/2021, TSE, Suzano, Arauco e Governo de Mato Grosso do Sul

Fonte: Capital News

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