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Corredor que ligará 4 nações sul-americanas à Ásia e o país sem litoral que é o centro da rota

A América do Sul possui uma das maiores áreas territoriais do planeta. Durante décadas, conectar suas regiões tem sido um grande desafio. Agora, um megaprojeto de construção visa mudar isso e abrir uma nova rota para a Ásia .

Essa infraestrutura está se consolidando como um dos projetos de integração mais ambiciosos da América do Sul, devido à sua capacidade de transformar a logística e reduzir o tempo de deslocamento entre economias que historicamente têm sido separadas.

O megaprojeto sul-americano que busca mudar o mapa do comércio e abrir uma nova rota para a Ásia

O Corredor Bioceânico de Capricórnio conectará os oceanos Atlântico e Pacífico através do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, colocando o Paraguai em uma posição estratégica dentro de uma das maiores iniciativas de integração regional. Essa rota essencial pela América do Sul começa nos principais centros de produção do Brasil, atravessa o Chaco paraguaio, continua pelas províncias argentinas de Salta e Jujuy e chega aos portos do norte do Chile.

Ao longo do percurso, a infraestrutura visa conectar áreas produtivas no interior da América do Sul a rotas marítimas que proporcionam acesso aos mercados do Pacífico. Para o Paraguai, o projeto é de particular importância. Trata-se de um país sem litoral, e atualmente cerca de 75% de sua carga é transportada pela Hidrovia Paraguai-Paraná. O transporte terrestre para o Brasil e o Chile representa outra alternativa, mas os custos associados à infraestrutura e às travessias de fronteira podem aumentar o preço das mercadorias.

O megaprojeto que poderá transformar o Paraguai em um ator fundamental no comércio sul-americano

Localizado no coração da nova rota, o Paraguai está destinado a desempenhar um papel fundamental na conexão dos principais polos de produção da América do Sul, dos mercados regionais e das rotas comerciais do Pacífico.

Este corredor sul-americano visa proporcionar uma segunda rota importante para a exportação de produtos paraguaios para os mercados internacionais. Os setores que poderiam se beneficiar incluem agricultura, pecuária, laticínios, mineração, indústria e logística. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estima que as exportações paraguaias que poderiam utilizar a ligação entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo, por si só, representam aproximadamente US$ 220 milhões anualmente, principalmente em produtos pecuários, agrícolas e laticínios.

Um dos pontos cruciais situa-se precisamente em território paraguaio. A ponte entre Carmelo Peralta e Porto Murtinho, sobre o rio Paraguai, é um dos projetos fundamentais para a ligação do Brasil ao sistema rodoviário paraguaio. Do outro lado do país, a travessia entre Pozo Hondo e Misión La Paz, em direção à Argentina, ainda se encontra em fase de estudo de viabilidade.

Fonte: Diario Uno

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