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ZOFRI e a Global66 unem forças para modernizar o comércio exterior no norte do Chile e conectá-lo ao mundo

A aliança digitaliza operações que atualmente são feitas em dinheiro, formaliza transações internacionais e posiciona Iquique como um centro financeiro do corredor bioceânico.

Duas instituições com visão global e raízes profundas na região anunciaram hoje uma aliança estratégica que transformará o comércio exterior no norte do Chile. A Global66, a conta global do futuro para pessoas físicas e jurídicas inteligentes, e a ZOFRI, principal polo logístico e comercial do norte do país, unem forças para modernizar fundamentalmente a infraestrutura financeira da zona franca.

As mais de 2.000 empresas que operam na ZOFRI poderão movimentar capital para mais de 80 países em minutos, gerenciar múltiplas moedas a partir de uma única plataforma e acessar padrões financeiros globais sem sair de Iquique. Isso se traduz em melhorias diretas no capital de giro, redução de custos operacionais e maior eficiência na gestão de liquidez.

O presidente da Zona Franca de Iquique (ZOFRI), Iván Berríos Camilo, enfatizou que a aliança com a Global66 faz parte do processo de digitalização e internacionalização da Zona Franca. “Esta é uma notícia promissora que se alinha diretamente com nossos esforços não apenas para reativar a ZOFRI, mas também para reposicioná-la como o principal motor de desenvolvimento do norte do Chile.”

A este respeito, Rodrigo Lama, Diretor Comercial e Cofundador da Global66, observou que “a ZOFRI tem sido o coração comercial do norte do Chile por décadas. O que esta aliança faz é dar a esse coração a tecnologia que ele merece, com uma integração tecnológica significativa. É uma mudança estrutural na forma como o dinheiro do comércio exterior flui em uma região que conecta a América do Sul com o mundo.”

O problema que esta aliança resolve

O ecossistema ZOFRI reúne mais de 2.000 usuários, empresas importadoras e exportadoras que operam em um ambiente de comércio internacional crescente, onde, anualmente, o sistema de livre comércio movimenta cerca de 10 bilhões de dólares.

No entanto, uma parcela significativa de suas transações, pagamentos entre comerciantes, recebimentos de clientes internacionais e remessas operacionais ainda dependem de dinheiro em espécie, múltiplas contas em diferentes moedas e processos manuais, o que limita a capacidade de operar com contrapartes no exterior.

Um exemplo disso é que, até então, um usuário da ZOFRI que desejasse negociar com os Estados Unidos precisava abrir uma conta em dólares, enquanto para negociar com o Brasil era necessário abrir uma conta em reais, o que acarretava custos mais elevados, prazos de processamento mais longos e maior complexidade operacional. Com a integração da Global66, isso muda significativamente: as empresas poderão acessar mais de 80 países a partir de uma única conta, gerenciando múltiplas moedas na mesma plataforma, o que simplifica as operações, reduz a burocracia e facilita a internacionalização do comércio a partir da zona franca.

A aliança com a Global66 não só resolve a lacuna na digitalização de pagamentos, rastreabilidade em tempo real, acesso a moedas internacionais e conexão a uma rede financeira global, como também fortalece a segurança das transações para empresas que operam na região, pois, para abrir e manter uma Conta Global de Negócios, são aplicados rigorosos controles de combate à lavagem de dinheiro, conhecidos como controles AML.

Descentralização com impacto real

O comércio exterior chileno tem origem nas regiões. As decisões financeiras que o sustentam também devem poder ser tomadas lá.

Em 2025, o segmento de negócios da Global66 no Chile cresceu 310% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 910 milhões em transações. Metade do volume total do país provém de empresas. A ZOFRI representa a continuação natural desse crescimento na região onde ele é mais necessário.

“Iquique é um centro de poder comercial para toda a macrorregião. Esta aliança reconhece isso e age de acordo”, acrescentou Lama.

O presidente da ZOFRI também destacou que “o que começa a tomar forma é uma nova geografia econômica. A América do Sul está deixando de operar como um conjunto de mercados isolados e começa a funcionar como uma rede integrada, onde a eficiência depende tanto da infraestrutura física quanto da capacidade de movimentar capital com segurança e em tempo real”.

ZOFRI no corredor bioceânico

O corredor bioceânico que liga os oceanos Atlântico e Pacífico posicionará Iquique como uma porta de entrada para o comércio entre o Brasil, o Paraguai, a Argentina e os mercados da Ásia-Pacífico. Para que o Chile consiga captar esse fluxo, a ZOFRI precisa operar com uma infraestrutura financeira capaz de lidar com o volume projetado.

Nesse sentido, o Corredor Bioceânico não é apenas uma forma de exportar mais rapidamente. É uma oportunidade para capturar valor, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento. E nesse contexto, Iquique desempenha um papel insubstituível por meio de sua Zona Franca, onde o fluxo de entrada pode ser transformado em comércio, serviços, redistribuição regional e cadeias produtivas que beneficiam diretamente a Região do Tarapacá.

Fonte: G5 Notícias

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