Subrei apresenta ao Conselho da Sociedade Civil as prioridades da política de comércio internacional do Ministério das Relações Exteriores do Chile
A Subsecretária de Relações Econômicas Internacionais (Subrei), Paula Estévez, apresentou ao Conselho da Sociedade Civil os eixos estratégicos da política de comércio internacional do Ministério das Relações Exteriores, com foco na diversificação de mercados, na atração de investimentos e em resultados concretos para o crescimento do país.
Na sessão número 34, que foi presidida pela primeira vez por Estévez, juntamente com o presidente da Cosoc, Felipe Serrano, foi apresentada a agenda estratégica da política de comércio exterior desta administração.
Em suas observações iniciais, a Subsecretária enfatizou o valor deste fórum para o trabalho da instituição. “O intercâmbio com organizações sociais é crucial para fortalecer o diálogo entre o Estado e os cidadãos sobre assuntos que impactam diretamente o desenvolvimento do país, bem como para construir políticas públicas mais fortes e representativas”, observou ela.
Durante sua apresentação, Estévez descreveu o atual cenário internacional como um sistema sob pressão, marcado pela competição entre as grandes potências, pela fragmentação do multilateralismo, pela ascensão de tratados e fóruns plurilaterais, como o CPTPP e a APEC, e pela crescente ligação entre comércio, tecnologia e geopolítica.
Nesse contexto, a Subsecretária afirmou que a integração internacional do Chile “deve operar sob uma abordagem orientada para resultados”. Ela também destacou que, embora o Chile tenha atualmente 36 acordos com 66 economias, que representam 89% do PIB global, aproximadamente 88% de suas exportações estão concentradas em apenas 10 mercados.
“Temos acesso a muitos mercados, mas, na prática, exportamos para um grupo cada vez mais restrito. Num contexto internacional mais incerto, essa concentração não é apenas um desafio econômico, mas também uma exposição geopolítica”, explicou o palestrante.
Em resposta a esse diagnóstico, o subsecretário indicou que a diversificação se apresenta como um eixo estratégico central, tanto em termos de destinos, como Índia, Filipinas, Marrocos e União Europeia, quanto em termos de produtos, caminhando para maior valor agregado e desenvolvimento de serviços.
Em nível regional, Estévez destacou o Corredor Rodoviário Bioceânico e a agenda econômica com a Bolívia, com a qual já foi firmado um acordo para avançar na modernização do tratado comercial bilateral. No âmbito multilateral, enfatizou a participação do Chile na APEC China 2026, sua intenção de aderir à Parceria Econômica Abrangente Regional (RCEP) e os avanços nos mecanismos de triagem de investimentos em setores estratégicos.
“O Chile tem um histórico sólido como um país aberto ao mundo. O desafio hoje é projetar essa base para uma nova etapa, onde a integração internacional se traduza em mais crescimento, mais investimentos e mais oportunidades para as pessoas”, concluiu o subsecretário.
A Cosoc é um órgão consultivo composto por organizações sem fins lucrativos que participam do debate público e são levadas em consideração nas decisões da instituição.
Fonte: Portal Portuário

