Ponte Bioceânica está conectada; agora, expectativa se volta para a inauguração
A ligação física da ponte internacional entre Carmelo Peralta e Porto Murtinho representa um passo positivo no desenvolvimento do Corredor Bioceânico, mas o foco político e econômico agora se volta para sua inauguração e o impacto que terá na dinâmica comercial da região.
O projeto, que liga o Paraguai ao Brasil através do estado de Mato Grosso do Sul, representa um dos investimentos em infraestrutura estratégica mais significativos.
Com um investimento de aproximadamente US$ 103 milhões, financiado pela parte paraguaia da Usina Hidrelétrica de Itaipu, o projeto visa consolidar uma rota que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, passando também pela Argentina e pelo Chile.
A Ministra de Obras Públicas, Claudia Centurión, confirmou que a ligação estrutural da ponte foi concluída na noite de quarta-feira e explicou que alguns detalhes técnicos ainda precisam ser resolvidos nos próximos dias.
Detalhes da Infraestrutura da Ponte
A ponte de 630 metros de comprimento sobre o Rio Paraguai faz parte de um sistema rodoviário maior que inclui vias de acesso e viadutos complementares.
Do lado paraguaio, a ligação acrescenta aproximadamente 300 metros, enquanto do lado brasileiro chega a cerca de 360 metros, segundo dados técnicos do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC).
O governo apresenta o projeto como um componente fundamental para a reconfiguração logística do país. Prevê-se que o corredor reduzirá custos e tempos de transporte, facilitando a exportação de produtos para os mercados internacionais e fortalecendo a competitividade da produção nacional.
O cronograma oficial indica que a pavimentação da ponte será concluída em setembro, enquanto as vias de acesso finais estão previstas para fevereiro de 2027.
Esses prazos serão cruciais para que o corredor entre em plena operação.
Além do progresso físico da infraestrutura, o desafio imediato, explicam, reside na coordenação dos componentes logísticos, aduaneiros e comerciais que permitirão a plena concretização do projeto.
Setores ligados ao comércio exterior afirmam que o verdadeiro impacto dependerá da eficiência da gestão do trânsito de cargas e da coordenação entre os países envolvidos.
Fonte: La Tribuna

