Interloc aposta na internacionalização de empresas e nas oportunidades de negócios do Corredor Bioceânico
Empresa formada por Adelaido Vila, Inês Santiago e Leonardo Santiago busca conectar empresários brasileiros aos mercados latino-americanos e facilitar o acesso a produtos e tecnologias internacionais
A consolidação do Corredor Bioceânico de Capricórnio está abrindo novas perspectivas para empresas interessadas em ampliar suas atividades comerciais além das fronteiras brasileiras. Nesse cenário, a Interloc, formada pelos sócios Adelaido Vila, Inês Santiago e Leonardo Santiago, surge com a proposta de facilitar a internacionalização de negócios, aproximar empresários de diferentes países e identificar oportunidades comerciais na América Latina, Ásia e Europa.

Em entrevista ao Rota Bioceânica News, Adelaido Vila explicou que a empresa foi estruturada para atuar como uma ponte entre empresários brasileiros e mercados internacionais, especialmente aqueles diretamente relacionados ao Corredor Bioceânico.
“A empresa Interloc tem o principal papel de fazer a interlocução entre o brasileiro e os países latino-americanos, aproveitando todas as oportunidades que esses países trazem, fortalecendo dessa forma toda essa parte do Corredor Bioceânico e também a abertura de novas fronteiras”, afirmou.
Segundo o empresário, o objetivo é oferecer orientação estratégica para que empresas brasileiras possam expandir suas operações, identificar parceiros comerciais e aproveitar as possibilidades de negócios que surgem com o avanço da integração regional.
Internacionalização de empresas e acesso a novos mercados
A proposta da Interloc vai além da aproximação comercial entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A empresa também pretende facilitar o acesso de empresários brasileiros a fornecedores internacionais, especialmente dos mercados asiático e europeu.
De acordo com Adelaido Vila, essa atuação poderá beneficiar setores que dependem da aquisição de equipamentos, tecnologias e mercadorias importadas.
“Nosso objetivo também é estreitar a compra de produtos vindos tanto dos países asiáticos como dos países europeus. Isso facilita muito, principalmente, o setor de prestação de serviços, que carece de equipamentos, e também o comércio”, explicou.
Um dos principais diferenciais apresentados pelo empresário é a possibilidade de reduzir a participação de intermediários nas operações comerciais.
A estratégia busca aproximar compradores brasileiros dos fornecedores internacionais, permitindo negociações mais diretas e, consequentemente, a possibilidade de redução de custos.
“Queremos afastar o máximo de atravessadores, permitindo que o nosso varejista consiga adquirir produtos e equipamentos vindos da Ásia, da Europa e de outras regiões do mundo. Isso vai garantir que ele tenha uma capacidade de concorrer melhor com o mercado local”, destacou.
Para Adelaido, o acesso a produtos e tecnologias internacionais pode contribuir para aumentar a competitividade das empresas brasileiras, especialmente dos pequenos e médios negócios.
Paraguai, Argentina e Chile estão entre os mercados prioritários
A atuação da Interloc terá atenção especial aos países que integram o Corredor Bioceânico de Capricórnio.
Segundo Adelaido Vila, a proposta é orientar pessoas físicas e jurídicas interessadas em identificar oportunidades comerciais e de investimentos no Paraguai, na Argentina e no Chile.
A empresa também pretende atuar na aproximação institucional, auxiliando empresários brasileiros a compreender os procedimentos administrativos, jurídicos e tributários necessários para desenvolver atividades nesses mercados.
O Paraguai foi citado pelo empresário como exemplo de país que oferece oportunidades, mas também apresenta desafios para brasileiros que desejam empreender.
“Muitas vezes, o brasileiro chega ao Paraguai com a documentação e com um projeto, mas acaba ficando perdido dentro da burocracia paraguaia. Nosso objetivo é desburocratizar, aproximá-lo das autoridades e permitir que ele realmente encontre as melhores oportunidades”, explicou.
Adelaido também chamou atenção para a importância da orientação especializada, principalmente para empresários que já possuem atividades no exterior, mas enfrentam dificuldades para compreender as exigências legais e tributárias de cada país.
De acordo com ele, a falta de informações adequadas pode impedir que investidores aproveitem plenamente as oportunidades disponíveis.
Objetivo não é retirar empresas do Brasil, mas ampliar sua competitividade
Durante a entrevista, Adelaido Vila fez questão de esclarecer que a proposta da Interloc não está relacionada à transferência indiscriminada de empresas brasileiras para outros países.
Segundo o empresário, a internacionalização deve ser compreendida como uma estratégia de ampliação de mercados, acesso a fornecedores e fortalecimento das atividades empresariais já existentes no Brasil.
“É importante ressaltar que o nosso principal objetivo não é tirar empresas do Brasil e levar para o Paraguai. Nosso grande objetivo é a internacionalização, é aproveitar essas novas fronteiras”, afirmou.
Ele acrescentou que o acesso a produtos importados e tecnologias de ponta pode permitir que empresas brasileiras ampliem sua capacidade de concorrência e melhorem seus resultados.
“Queremos fazer com que esse negócio, que tem um público consumidor brasileiro, possa ter mais condições de concorrer, trazendo produtos importados e tecnologia de ponta, para que tenha mais lucratividade”, ressaltou.
Corredor Bioceânico amplia possibilidades comerciais
Para Adelaido Vila, o Corredor Bioceânico representa uma oportunidade de transformação na maneira como empresários de Mato Grosso do Sul se relacionam com os mercados internacionais.
O empresário destacou que a conexão entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile permitirá ampliar o alcance comercial das empresas instaladas no Estado.
“Hoje, a rota representa sair, por exemplo, de Mato Grosso do Sul, que tem cerca de 2,9 milhões de habitantes, para 70 milhões de consumidores. É abrir realmente as janelas, as portas, para que você possa vender produtos para os demais países e também permitir que esses países comercializem os produtos deles com o mercado brasileiro”, afirmou.
A estimativa apresentada por Adelaido ilustra a dimensão das oportunidades que ele identifica na integração regional, especialmente para empresas que ainda concentram suas operações no mercado local.
Na avaliação do empresário, o corredor poderá favorecer tanto as exportações brasileiras quanto a entrada de mercadorias e tecnologias provenientes dos países vizinhos.
Essa dinâmica deverá exigir maior preparação das empresas, conhecimento sobre os mercados internacionais e capacidade de estabelecer relações comerciais com parceiros estrangeiros.
Setor alimentício apresenta oportunidades no Paraguai
Entre os segmentos que podem se beneficiar da integração comercial, Adelaido destacou o setor alimentício.
Segundo ele, o mercado paraguaio apresenta demanda por produtos que podem ser fornecidos por empresas brasileiras, criando oportunidades para produtores, distribuidores e comerciantes.
“Hoje, para se ter uma ideia, no ramo alimentício, o Paraguai produz 40% daquilo que consome. Então, nós temos uma demanda de 60% de produtos que poderíamos estar levando para lá”, afirmou.
Os percentuais foram apresentados pelo empresário durante a entrevista como indicativos de oportunidades comerciais no país vizinho.
Adelaido também destacou que a redução de intermediários pode favorecer o comércio regional, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde parte significativa das mercadorias comercializadas é adquirida de fornecedores localizados em outras regiões brasileiras.
“O que nós queremos é afastar esses atravessadores, permitindo que o consumidor final tenha um produto mais barato e o empresário local seja mais competitivo”, explicou.
Interloc pretende conectar pessoas, empresas e instituições
O nome Interloc está diretamente relacionado à proposta de atuação da empresa: estabelecer conexões entre empresários, consumidores, fornecedores e instituições de diferentes países.
“É justamente fazer essa interlocução. Por isso o nome Interloc, que é essa capacidade de fazer a interlocução entre os latino-americanos de modo geral, permitindo que todos possam ganhar”, destacou Adelaido Vila.
A empresa pretende oferecer assessoria tanto para pessoas jurídicas quanto para pessoas físicas interessadas em conhecer oportunidades internacionais.
Entre os serviços mencionados estão a orientação sobre novos mercados, identificação de oportunidades comerciais e análise de viabilidade de negócios.
“Nós prestamos toda a assessoria. E a assessoria não é só para empresas, mas também para pessoas que querem ter novas experiências e conhecer todas as oportunidades. Aqui fazemos uma análise completa da viabilidade de negócios, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas”, explicou.
Com a proposta de aproximar mercados e facilitar conexões comerciais, a Interloc busca se posicionar em um ambiente de transformação econômica impulsionado pelo Corredor Bioceânico de Capricórnio.
Para os sócios, a integração entre os países sul-americanos representa uma oportunidade para que empresas brasileiras ampliem sua atuação internacional, fortaleçam sua competitividade e estabeleçam novas relações comerciais.
Contato da Interloc: + 55 (67) 99221-1656.
