Conta Pública 2026: ênfase na expansão portuária e na racionalização dos investimentos
A expansão da infraestrutura portuária foi um dos principais temas abordados pelo presidente José Antonio Kast ao discutir os desafios de crescimento e competitividade do país. Em seu discurso sobre o Estado da Nação, o presidente afirmou que o Chile precisa de “mais e melhores infraestruturas” para atender às demandas do comércio exterior e consolidar sua posição como um centro logístico no Pacífico.
Nesse contexto, ele destacou o progresso dos projetos relacionados ao desenvolvimento portuário de San Antonio, uma iniciativa considerada estratégica para absorver o crescimento futuro da carga marítima. Kast observou que o fortalecimento da infraestrutura portuária melhorará a competitividade do país, gerará novos empregos e proporcionará maior capacidade para atender às demandas dos mercados internacionais.
“Também vamos expandir e modernizar os portos de Valparaíso e San Antonio, com quase 2 bilhões de dólares , porque uma melhor infraestrutura portuária significa mais empregos e maior competitividade para o Chile”, disse o presidente.
O Presidente também abordou a segurança portuária, um tema que ganhou destaque para o setor de logística nos últimos anos. Ele afirmou que o país precisa investir em terminais mais seguros, com maior capacidade de controle, para salvaguardar o fluxo de contêineres e proteger a reputação do Chile como um exportador confiável. A segurança portuária, acrescentou, é um fator cada vez mais importante para os países e empresas que recebem mercadorias dos portos chilenos.
“O Chile é um país voltado para o mar, e precisamos de portos bons e mais seguros para que possamos enviar contêineres para o exterior sem nos tornarmos alvo de atenção , porque nossos terminais infelizmente se tornaram locais inseguros para nós e também para aqueles que recebem as mercadorias vindas do Chile”, disse o presidente.
Kast também enfatizou que projetos como o Porto Exterior de San Antonio devem ser compreendidos como políticas estaduais que transcendem os mandatos governamentais. Nesse sentido, ele elogiou o trabalho realizado por administrações anteriores em diversos projetos de infraestrutura, observando que o desenvolvimento portuário, assim como as redes de transporte urbano e ferroviário, exige continuidade para garantir investimentos a longo prazo.
Juntamente com a agenda portuária, o presidente apresentou dados relacionados ao investimento no país. Atualmente, existem 389 projetos em fase de avaliação ambiental, representando aproximadamente US$ 89 bilhões , enquanto iniciativas no valor de US$ 13,9 bilhões foram aprovadas em maio, o maior montante registrado em mais de uma década. Ele explicou que um dos objetivos do Executivo é reduzir os prazos de tramitação e acelerar os projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico.
A infraestrutura energética também emergiu como um elemento-chave para sustentar o crescimento futuro. Kast afirmou que o país deve fortalecer seus sistemas de transmissão, armazenamento e geração de eletricidade , bem como impulsionar projetos relacionados a energias renováveis, eletromobilidade e hidrogênio verde. Essas iniciativas são consideradas fundamentais para apoiar o desenvolvimento industrial, de mineração e logístico das próximas décadas.
Outro tema fundamental abordado foi a mineração, o principal setor de exportação do país. O Presidente anunciou medidas destinadas a simplificar os processos e as licenças para operações de pequeno e médio porte, com o objetivo de impulsionar novos investimentos e aumentar a produção. O fortalecimento do setor de mineração tem efeitos diretos na demanda por transporte terrestre, infraestrutura portuária e serviços logísticos relacionados às exportações.
Por fim, o presidente relacionou o crescimento econômico ao desenvolvimento tecnológico e à conectividade digital. Em particular, mencionou a necessidade de expandir a infraestrutura para centros de dados, inteligência artificial e processamento de informações — áreas que exigirão novos investimentos em energia, transporte e logística. Ele afirmou que o desafio é avançar rumo a uma economia mais competitiva, apoiada por infraestrutura moderna e cadeias de suprimentos capazes de atender às demandas do comércio global.
Fonte: Agenda Logística

