CDL/CG põe Paraguai no radar de empresários de MS
O Paraguai entrou de vez no radar de empresários de Campo Grande como rota possível de expansão comercial. Esse foi o eixo do debate do Conexão Binacional, encontro promovido nesta terça-feira (31) pela CDL Campo Grande, que reuniu diretores e empreendedores para discutir, em tom mais prático do que institucional, quais caminhos hoje são considerados mais seguros para quem pensa em abrir operações ou ampliar negócios no país vizinho.

A proposta do evento foi justamente aproximar o empresariado sul-mato-grossense de um mercado visto como estratégico pela combinação entre incentivos fiscais, proximidade geográfica e ambiente favorável à internacionalização.

Mais do que tratar o Paraguai apenas como país de fronteira, a discussão girou em torno do peso econômico que essa relação pode ganhar nos próximos anos. Esse cenário vem sendo impulsionado pelo avanço da Rota Bioceânica, corredor que liga o Brasil aos portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina, e que promete reduzir tempo e custo no transporte de mercadorias.
“O encontro da CDL serviu como um recado direto ao empresariado local: a expansão para o Paraguai deixou de ser uma ideia distante e passou a ser tratada como movimento possível, desde que feita com planejamento e respaldo jurídico. A conversa foi concentrada em segurança jurídica e em experiências reais de internacionalização, numa tentativa de mostrar que o processo exige menos improviso e mais estratégia”, afirmou o presidente da CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo.

O interesse não surge por acaso. A integração entre Brasil e Paraguai vem ganhando força com obras e agendas bilaterais que tratam a fronteira como área de oportunidade econômica. Em agenda oficial do governo federal, a ministra Simone Tebet já havia destacado que a ligação com o Paraguai pode encurtar distâncias comerciais e aumentar a competitividade de produtos brasileiros rumo ao mercado asiático. Na mesma linha, autoridades de MS têm defendido que a nova estrutura logística deve fortalecer o fluxo de mercadorias, turismo e serviços entre os dois países.
Fonte: A Crítica

