Bolívia busca se posicionar como uma plataforma de trânsito e comércio no Corredor Bioceânico
O vice-ministro de Políticas de Industrialização, Gustavo Jáuregui, afirmou que a posição do governo é posicionar a Bolívia como uma plataforma de trânsito e comércio no projeto do Corredor Bioceânico Central.
“Somos uma plataforma natural para trânsito e comércio e, claro, podemos dar ao projeto do Corredor Bioceânico Central uma vantagem competitiva ao incluir a Bolívia nesse projeto”, afirmou em entrevista ao jornal Piedra, Papel y Tinta, do jornal La Razón.
De acordo com o vice-ministro, o país enfrenta o desafio de consolidar seus custos logísticos, que, segundo o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e o Centro para a Justiça, a Paz e o Desenvolvimento (Cepad), chegam a entre 25% e 30% do valor do produto, enquanto em economias competitivas essa margem atinge entre 10% e 12%.
Além disso, há a diversificação do transporte, em que 90% da carga é transportada por rodovia, enquanto a ferrovia representa 6%. “Em países eficientes, os trens transportam entre 15% e 40% da carga”, observou ele.
Primeiro Polo Bioceânico
Arica, no Chile, sediará o Primeiro Hub Bioceânico, um encontro internacional com o objetivo de promover a integração entre Chile, Bolívia e Brasil. Jáuregui representará o país no encontro, que acontecerá entre os dias 26 e 28 de novembro.
Ele afirmou que o governo de Rodrigo Paz definirá sua estratégia para a adesão ao Corredor Bioceânico Central em Arica. O projeto visa conectar o porto brasileiro de Santos com portos no sul do Peru e norte do Chile por meio de rodovias e, principalmente, ferrovias.
Para a Bolívia, afirmou ele, além do corredor central, o encontro também abre a possibilidade de promover projetos como o Porto Busch em Santa Cruz, bem como zonas econômicas especiais e portos secos em diversos departamentos.
O encontro em Arica reunirá empresas portuárias, operadores logísticos, autoridades regionais e organizações multilaterais.
Fonte: La Razón

