Ponte de R$ 520 milhões garante nova ligação terrestre entre o Brasil e país que Luciano Hang deseja abrir lojas Havan
A construção de um novo corredor logístico entre o Brasil e o Paraguai ganha ainda mais relevância em um momento em que empresários enxergam potencial de expansão no país vizinho. Entre eles está Luciano Hang, fundador da Havan, que já manifestou interesse em abrir lojas no Paraguai futuramente.
Nesse cenário, a nova ponte internacional da Rota Bioceânica, construída sobre o Rio Paraguai, acaba de alcançar uma das etapas mais importantes da obra. Após cerca de quatro anos de trabalhos, os dois lados da estrutura foram finalmente unidos, marcando o chamado “beijo das aduelas”, procedimento que simboliza a ligação definitiva da ponte.
O empreendimento recebeu investimento de aproximadamente R$ 520 milhões e integra um dos principais projetos da Rota Bioceânica. O corredor pretende conectar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, criando uma alternativa para o escoamento de mercadorias até os portos do Oceano Pacífico e reduzindo o tempo e os custos do transporte internacional.

Apesar da união da estrutura principal, a circulação de veículos ainda não foi liberada. As equipes seguem executando serviços de concretagem, pavimentação, protensão das vigas, instalação de guarda-corpos e inspeções técnicas para garantir a segurança da obra antes da inauguração.
Com 1.294 metros de extensão, a ponte está sendo construída por um consórcio formado por empresas brasileiras e paraguaias. Também continuam os levantamentos topográficos, as medições dos cabos da estrutura estaiada e a retirada dos equipamentos provisórios utilizados durante a construção.
A expectativa é que a inauguração ocorra em outubro de 2026, embora as condições climáticas ainda possam influenciar no cronograma. Quando entrar em operação, a ponte deverá ampliar a competitividade das exportações brasileiras e facilitar a circulação de mercadorias em uma região que desperta o interesse de empresas que estudam expandir suas operações para o Paraguai, como a Havan.
Fonte: A Crítica

