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Beijo da Ponte marca década de trabalho acadêmico da UEMS na Rota Bioceânica

As duas extremidades da Ponte Bioceânica se tocaram em Porto Murtinho, no episódio que ficou conhecido como Beijo da Ponte. O concreto se encontrou sobre o Rio Paraguai. Para o professor Ruberval Maciel, da UEMS, porém, o verdadeiro encontro tinha começado muito antes daquele instante.

Antes do gesto simbólico sobre o rio, foram mais de dez anos de reuniões, pesquisas, viagens, convênios e articulações em torno do projeto da Ponte Bioceânica. Toda essa caminhada envolveu instituições de ensino dos países da rota, num esforço de aproximação que precedeu a obra física.

Uma década de trabalho conjunto

O trabalho da UEMS ao longo desse período foi feito em conjunto com o Setlog MS e com outras universidades. Ao ver a estrutura concluída, Maciel resumiu o significado do momento.

‘Há 10 anos nós vimos trabalhando muito junto com o Setlog MS e com as outras universidades. Hoje é um motivo de grande felicidade ver esse grande projeto de forma concreta. Aqui é a celebração desse sonho. Muito ainda está por vir dentro dessa integração’, afirmou o professor.

Desse esforço acadêmico nasceu o projeto da UEMS na Rota Bioceânica. A iniciativa reúne pesquisas sobre a saúde dos caminhoneiros, estudos de desenvolvimento regional e projetos de extensão, sempre com foco na aproximação entre as instituições de ensino dos países da rota.

Uma rede de 15 universidades

A articulação também levou à integração das universidades numa rede acadêmica. Hoje, a rede da Rota Bioceânica reúne 15 universidades, o que abre espaço para colaboração e troca entre os países envolvidos no projeto.

Para Maciel, o momento representa uma virada para o ambiente acadêmico da região, que passa a olhar para o desafio de operar o corredor que ligará o Brasil ao Pacífico.

‘Essa é uma oportunidade de internacionalizarmos as universidades e prepararmos as pessoas para o grande desafio que é a implementação do corredor bioceânico’, disse o professor.

Fonte: A Crítica

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