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Argentina: Mosconi, local de uma reunião sobre o Corredor Bioceânico

Líderes empresariais, prefeitos e autoridades dos departamentos de San Martín, Orán, Anta e Rivadavia se reunirão no dia 24 de junho no Clube Social Vespucio, em General Enrique Mosconi, para avançar nos planos concretos do Corredor Bioceânico de Capricórnio. Este é o segundo encontro desse tipo e está sendo organizado pelo Comitê de Integração Regional do Corredor Bioceânico do Norte de Salta — um grupo do setor privado — em conjunto com a Prefeitura de General Mosconi e a Secretaria Provincial de Relações Internacionais.

O presidente da Câmara de Comércio General Mosconi e coordenador do grupo de trabalho privado, Víctor Rivero, confirmou o ocorrido em diálogo com  a Rádio Salta  e alertou que a região está preocupada com o atraso da Argentina em comparação com o progresso já realizado pelo Brasil, Paraguai e Chile em seus respectivos trechos do corredor.

A seção Salta

Dentro da província, o corredor segue principalmente as Rodovias Nacionais 34 e 54, de Urundel a Misión La Paz, onde está prevista a construção de uma ponte internacional sobre o rio Pilcomayo para conectar-se ao Paraguai. Esta ponte já conta com financiamento garantido pela Fonplata em nome do Paraguai, mas a construção do trecho argentino ainda não foi iniciada.

“A Rodovia Nacional 34 é a pedra angular do corredor bioceânico”, afirmou Rivero, instando o governo nacional a acelerar sua construção. A Rodovia Provincial 54, que liga Misión La Paz e Santa Victoria Este ao entroncamento de Campo Durán, completa a rota regional que o setor privado colocou no centro do debate.

Parques industriais

Além da infraestrutura rodoviária, os organizadores apresentarão três demandas específicas na reunião: a reativação do Parque Industrial Mosconi, a reativação do Parque Industrial Pichanal e a modernização do aeroporto General Mosconi. Rivero definiu esses pontos como “ferramentas do corredor bio-oceânico para a produção” e destacou que, sem esses instrumentos ativos, a integração regional permanecerá incompleta.

Produção

Rivero listou uma base produtiva diversificada: mel, pecuária, feijão, soja, suínos, turismo e recursos de hidrocarbonetos. Ele especificou que a área já exporta petróleo bruto e gás natural para o estado brasileiro do Mato Grosso e para Campo Grande, o que, em sua opinião, demonstra que o potencial comercial da região existe e pode crescer com a operação do corredor.

“Há muita coisa para vender e muita coisa para negociar. O que precisamos é reunir todas as partes interessadas, sentar e descobrir como dar aos produtores os meios para comercializar seus produtos”, disse o líder empresarial.

Quatro departamentos

Um dos fatores políticos destacados pelos organizadores é a colaboração bem-sucedida entre as câmaras de comércio de San Martín, Orán, Rivadavia e Anta. “É histórico que essas instituições intermediárias tenham se unido primeiro”, observou Rivero.

Ele também enfatizou que a reunião do dia 24 é resultado de um mês de trabalho conjunto com a ProSalta e a Secretaria Provincial de Relações Internacionais, chefiada por Julio Sanmillán.

Quem estará lá?

A reunião terá um foco técnico. Entre os participantes estarão representantes da Secretaria Provincial de Produção, autoridades das Autoridades Rodoviárias Nacionais e Provinciais e funcionários do Ministério da Educação. A presença mais esperada é a de Alejandra Radl, coordenadora do plano regulatório do Corredor Bioceânico de Capricórnio para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), cuja participação é interpretada pelo setor privado como um sinal de apoio institucional ao projeto.

Fonte: El Tribuno

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