‘A ponte cristaliza os sonhos da integração latino-americana’, diz pesquisador da UEMS
A cerimônia oficial do beijo das aduelas aconteceu nesta quinta-feira (23), em Porto Murtinho, e marcou mais um passo da ponte erguida sobre o Rio Paraguai. A estrutura é peça central do Corredor Bioceânico, projeto que busca aproximar o Mato Grosso do Sul do Oceano Pacífico. A chuva prejudicou parte do evento e impediu que algumas autoridades chegassem ao local.
Mesmo com o contratempo, o ato reuniu os principais envolvidos na obra. ‘O tempo atrapalhou um pouco a vinda de algumas autoridades, mas eu acredito que os grandes atores aqui da história da rota bioceânica e da construção dessa ponte, hoje ela cristaliza aqueles sonhos da integração dentro da América Latina’, afirmou Lúcio Flávio Sunakosawa.
Entre os presentes, ele destacou nomes ligados à logística e à gestão pública. ‘Os construtores principais, como o setor de logística do Mato Grosso do Sul, o governo do Estado e as universidades também estão aqui presentes’, disse.
Ligação entre quatro países
O objetivo da rota bioceânica, segundo Sunakosawa, é encurtar distâncias entre países vizinhos e abrir novas frentes de comércio para além do continente. Ele explicou que a via pretende conectar mercados regionais e internacionais.
‘Isso visa fazer essa grande integração entre o Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, que vai impulsionar o grande comércio intrarregional dentro desses países e também essa ligação sonhada com o comércio internacional da Ásia, da costa oeste norte-americana, canadense e mexicana. Enfim, é uma grande esperança para Mato Grosso do Sul, para o Brasil e para todos esses países envolvidos em um desenvolvimento próspero e sustentável.’
O papel das universidades
Do lado acadêmico, a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) mantém um grupo dedicado ao Corredor Bioceânico. Sunakosawa, que coordena o Centro Observatório das Rotas da América Latina, detalhou a dimensão do trabalho.
‘Há um grande grupo de mais de 100 pesquisadores e doutores nas mais diversas áreas, onde nós trabalhamos de forma integrada e interdisciplinar, visando dar suporte para as políticas públicas dos governos municipais, estadual e também dos governos internacionais’, afirmou.
A articulação entre instituições de ensino também passa pela Rede Universitária da Rota de Integração Latino-Americana (UNIRILA), criada em 2013 justamente para dar sustentação acadêmica ao projeto de integração. Para o pesquisador, esse suporte é indispensável. ‘A educação é a basedo progresso’, resumiu.
Fonte: A Crítica

