Salta, uma província chave no corredor bioceânico que está atraindo a atenção do mundo
O Fórum Econômico Mundial e a CEPAL analisaram as vantagens do Corredor Bioceânico de Capricórnio e a necessidade de concluir as obras na província de Salta para facilitar o transporte de lítio para os mercados asiáticos.
O relatório “Avançando o Potencial de Minerais Críticos da América Latina”, publicado pelo Fórum Econômico Mundial em colaboração com a CEPAL, destaca o Corredor Bioceânico de Capricórnio como um exemplo do potencial para maior integração, conectando o sul do Brasil ao norte do Chile por meio de infraestrutura e processos comerciais entre os países que atravessa. Isso inclui a Argentina em geral e Salta em particular, região onde estão planejadas obras-chave do corredor.
Elaborado ao longo de nove meses e baseado em consultas com cerca de 120 especialistas de 30 países, o relatório sugere que o corredor permitiria uma redução entre 30% e 40% nos custos logísticos, diminuiria o tempo de transporte para até 15 dias e geraria uma economia estimada entre US$ 800 e US$ 1.000 por contêiner em custos comerciais.
“O projeto abrange tanto a infraestrutura física quanto a coordenação operacional. O relatório menciona, entre as linhas de trabalho, a expansão de rotas, a integração ferroviária e fluvial, a modernização portuária e melhorias na conectividade energética e digital, juntamente com a harmonização dos procedimentos aduaneiros, a troca eletrônica de dados e o alinhamento das normas de transporte”, enfatizam.
Nesse ponto, o relatório se concentra no que está acontecendo em nossa província. “O relatório destaca a conclusão planejada do trecho final da Rodovia Nacional 51 para melhorar a conexão de Salta com os portos chilenos. Esse acesso ao Pacífico é identificado como uma forma de facilitar o transporte de lítio e cobre para os mercados asiáticos, enquanto o Brasil poderia usar o corredor para suas exportações agrícolas”, resumiu o site Infobae em sua análise do documento. “A lógica por trás desse tipo de infraestrutura é conectar os recursos minerais localizados no interior com corredores, instalações industriais e portos, em vez de analisar cada projeto de transporte isoladamente”, acrescenta a mesma publicação.
As conclusões do relatório vão além do corredor mineiro. O Fórum Econômico Mundial destaca que, embora algumas regiões da América Latina tenham desenvolvido infraestrutura, a conectividade limitada entre os países aumenta os custos e restringe a possibilidade de expansão da atividade de mineração.
Fonte: Cuarto Salta a Diário

