Rota Bioceânica entra na agenda internacional do agronegócio durante fórum em MS
A Rota Bioceânica ganhou destaque na agenda internacional do agronegócio durante o Fiap 2026 (Fórum Internacional da Agropecuária), realizado em Campo Grande. O corredor logístico foi apontado como uma das principais ferramentas para ampliar a competitividade do Brasil no comércio global e facilitar o acesso aos mercados asiáticos.
O tema integra a programação do evento, que reúne representantes do Brasil, de outros 14 países e da União Europeia para discutir segurança alimentar, comércio internacional, produção sustentável e transição energética.
A proposta da Rota Bioceânica é conectar o Brasil aos portos do norte do Chile por meio de um corredor rodoviário que atravessa Paraguai e Argentina, reduzindo distâncias e custos logísticos para exportação de produtos agropecuários e industriais.
Durante o fórum, o governador Eduardo Riedel destacou que a infraestrutura logística é um dos principais desafios para sustentar o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul e ampliar a presença dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.
Segundo ele, o Estado tem investido na modernização de rodovias, ferrovias, hidrovias e aeroportos para garantir maior eficiência no escoamento da produção e aumentar a competitividade das cadeias produtivas.
A expectativa é que a Rota Bioceânica impulsione principalmente as exportações de grãos, carnes, celulose e biocombustíveis, setores nos quais Mato Grosso do Sul tem ampliado sua participação nos últimos anos.
Além dos ganhos econômicos, o corredor é visto como uma ferramenta de integração regional, aproximando países sul-americanos e fortalecendo as relações comerciais com o continente asiático, considerado um dos principais mercados consumidores de alimentos e energia do mundo.
Para especialistas e representantes do setor produtivo presentes no Fiap 2026, a consolidação da Rota Bioceânica poderá representar uma transformação na logística de exportação brasileira, reduzindo a dependência dos portos do Atlântico e criando novas oportunidades para o agronegócio nacional.
Fonte: O Estado Online

