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Ponte Bioceânica entra na fase final de ajustes e acabamentos, com entrega prevista para novembro

A Ponte Internacional Bioceânica, que liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta (Paraguai), entrou na fase final de ajustes e acabamentos. A previsão de entrega da obra é para o fim de novembro, consolidando a conexão entre os dois países

Três meses depois de as duas metades se encontrarem sobre o Rio Paraguai, a Ponte Internacional Bioceânica, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, entrou na fase de ajustes e acabamentos. A obra está na reta final, e a previsão é entregar a ponte no fim de novembro, segundo o acompanhamento feito no canteiro por Toninho Ruiz, de Porto Murtinho.

O balanço mais recente foi divulgado nesta quarta-feira (14) pelo Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai (MOPC), que fiscaliza a construção. As equipes trabalham ao mesmo tempo nas duas margens.

O que está sendo feito do lado brasileiro

Na margem de Porto Murtinho, os operários instalam plataformas para ajustar a tensão dos estais, os cabos de aço que sustentam a pista e ficam presos às torres. Também colocam um tubo telescópico no lado esquerdo do pilar 14 e injetam nata de cimento nos pontos de ancoragem dos cabos de protensão do vão central, os cabos esticados dentro do concreto. A nata protege o aço contra a corrosão, como uma capa que impede a água de chegar ao metal.

Operário maneja a mangueira de injeção sobre a pista da ponte, na fase de acabamentos. Foto: Divulgação/MOPC

E do lado paraguaio

Em Carmelo Peralta, as equipes concretam os meio-fios dos dois lados do trecho lateral, entre as aduelas D1 e D21, os blocos de concreto que formam a pista. Ao mesmo tempo, montam estruturas auxiliares para ajustar os cabos e instalam eletrodutos sob a ciclovia do viaduto de acesso.

Em paralelo, os andaimes estão sendo desmontados e os acabamentos avançam nos dois lados das torres do pilar 13, no trecho 3. Na rampa de acesso, os operários preparam a fixação dos corrimãos para pedestres, um dos últimos itens de segurança previstos no projeto.

Em agosto, a obra já tinha passado por outra etapa simbólica, a retirada dos “trens de avanço”, os equipamentos que, durante 20 meses, posicionaram as aduelas metro a metro sobre o rio. O encontro das duas metades foi marcado em 23 de julho, no ato que ficou conhecido como o beijo da ponte.

Uma ponte feita para os navios passarem

A ponte tem 1.294 metros de extensão. Desse total, 632 metros formam o trecho estaiado, em que a pista fica pendurada em cabos presos às torres. O vão central, entre as duas torres principais, tem 350 metros livres, o que mantém a navegação de embarcações de grande porte no Rio Paraguai sem interromper o transporte fluvial.

O investimento é de cerca de US$ 103 milhões, com recursos da parte paraguaia da Itaipu Binacional. A obra é executada pelo Consórcio Binacional PYBRA, formado pela paraguaia Tecnoedil S.A. e pelas brasileiras Paulitec Construções e Construtora Cidade Ltda., com fiscalização do MOPC.

Peça central da Rota Bioceânica

A ponte é a ligação que faltava no Corredor Rodoviário Bioceânico, que vai conectar os portos brasileiros do Atlântico aos terminais chilenos do Pacífico, atravessando o Paraguai e o norte da Argentina. Para Mato Grosso do Sul, Porto Murtinho passa a ser a porta de saída da rota. Do lado paraguaio, o governo aposta na obra para transformar o Chaco em um centro de logística e serviços.

A ponte, no entanto, depende dos acessos. Em Carmelo Peralta, o aterro que leva o tráfego até a rodovia PY-15 já tem cerca de 3 quilômetros concluídos.

Fonte: A Crítica

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