Nelsinho destaca Rota Bioceânica em encontro em Brasília: Corredor pode reposicionar MS no comércio exterior
Brasília recebeu nesta terça-feira (12/05) o Summit Bioceânica, encontro que reúne autoridades, embaixadas, instituições e empresas para discutir a integração da Rota Bioceânica e seus efeitos sobre a economia de Mato Grosso do Sul. O evento tem apoio do senador Nelsinho Trad e do prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra, e conta com patrocínio da Itaipu Binacional.
A proposta do encontro é colocar a rota no centro da agenda nacional e internacional de logística, comércio exterior e desenvolvimento regional. A articulação ocorre às vésperas do chamado “beijo da ponte”, marco simbólico da união física entre Brasil e Paraguai na obra que liga Porto Murtinho a Carmelo Peralta.

Recursos Federais viabilizados
Nelsinho Trad, que preside a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, tem defendido a importância estratégica do corredor para o Estado e para o país. Segundo o parlamentar, a rota representa uma mudança concreta na forma como Mato Grosso do Sul se conecta ao mercado internacional. “A Rota Bioceânica é o Mercosul real. É a integração que passa pela estrada, pela ponte, pelo caminhão, pelo turismo, pela produção e pela vida das pessoas. Quando uma rota encurta o caminho, ela também aproxima mercados, países e pessoas”, afirmou.
O senador também destacou os recursos federais já viabilizados para obras e ações ligadas ao corredor. “Até 2026, viabilizamos R$ 516 milhões em recursos federais relacionados à Rota Bioceânica por meio de mandato parlamentar e bancada. Também há previsão de R$ 99 milhões no Orçamento da União de 2026 para adequação do trecho entre Bataguassu e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul”, disse.
A Rota Bioceânica conecta o Atlântico ao Pacífico por meio de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, com saída prevista de Porto Murtinho até os portos de Antofagasta e Iquique. Na avaliação de seus defensores, o corredor pode reduzir custos logísticos, encurtar o tempo de viagem até mercados asiáticos e abrir novas oportunidades para exportações, turismo, serviços e investimentos.

Para Mato Grosso do Sul, o impacto vai além do transporte de cargas. A expectativa é de fortalecimento da posição do Estado como plataforma logística nacional, com efeitos diretos sobre municípios do interior, atração de indústrias e integração com novas cadeias produtivas. Porto Murtinho, administrado por Nelson Cintra, é visto como a porta de entrada brasileira da nova ligação internacional.
A presença da Itaipu Binacional reforça o peso institucional do projeto. A empresa financia a construção da ponte do lado paraguaio, uma das principais obras da integração física entre os dois países. Também estão confirmadas representações de dezenas de países, o que amplia o alcance diplomático do encontro e evidencia que a Rota Bioceânica já entrou no radar internacional.
Mais do que uma obra de infraestrutura, o corredor passa a ser tratado como uma estratégia de reposicionamento geográfico e econômico para Mato Grosso do Sul. Em vez de depender apenas dos portos do Atlântico, o Estado passa a mirar também o Pacífico, ampliando alternativas para escoar a produção e disputar novos mercados.
Fonte: Folha de Campo Grande

