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“Estamos em um momento-chave da Rota Bioceânica”, diz Artur Falcette em entrevista exclusiva ao Rota Bioceânica News

Logo após sua participação no Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), o secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Artur Falcette, concedeu entrevista ao Rota Bioceânica News para detalhar as ações que o Governo de Mato Grosso do Sul vem desenvolvendo em torno da Rota Bioceânica, considerada uma das principais iniciativas de integração econômica da América do Sul.

Durante a conversa, Falcette destacou que o Estado acompanha de perto uma fase decisiva do projeto, especialmente diante dos desafios enfrentados pelas obras de infraestrutura e dos impactos do calendário eleitoral sobre a execução de alguns empreendimentos.

Segundo ele, a atual gestão tem dado continuidade ao trabalho já desenvolvido pela Semadesc, mantendo diálogo constante com os demais estados participantes do corredor e com órgãos responsáveis pelas intervenções necessárias para viabilizar o funcionamento pleno da rota.

“Estamos vivendo um momento-chave do projeto. Temos acompanhado de muito perto seu desenvolvimento e trabalhado dentro da governança estabelecida pelo CEG ROTA (Comitê Estadual da Rota Bioceânica) para identificar desafios, buscar soluções e desenvolver projetos que permitam aproveitar todo o potencial da integração”, afirmou.

Entre os temas abordados durante a entrevista, um dos destaques foi a expectativa em torno da Ponte Bioceânica que liga Porto Murtinho, no Brasil, a Carmelo Peralta, no Paraguai. A obra se aproxima de uma etapa simbólica e histórica: o encontro das estruturas que avançam a partir das duas margens do Rio Paraguai.

Para o secretário, esse momento representa mais um passo concreto rumo à consolidação do corredor bioceânico e ao fortalecimento da integração entre os países envolvidos no projeto.

Outro ponto central da entrevista foi a preparação para o VII Fórum de Territórios Subnacionais do Corredor Bioceânico, que será realizado entre os dias 24 e 26 de novembro de 2026, na cidade chilena de Antofagasta.

Falcette explicou que antes do encontro principal ocorrerá um pré-fórum, previsto para agosto, que servirá como etapa de alinhamento e construção das pautas estratégicas que serão debatidas pelos representantes dos territórios participantes.

“A Rota Bioceânica é um tema estratégico para Mato Grosso do Sul. Por isso, o assunto está ligado diretamente ao gabinete do secretário. Estamos nos preparando para o pré-fórum e teremos participação ativa tanto nessa etapa quanto no encontro de novembro, com presença da nossa equipe e possibilidade de participação do governador Eduardo Riedel”, destacou.

Questionado pelo Rota Bioceânica News sobre a possibilidade de uma nova missão técnica percorrendo o trajeto do corredor, nos moldes da realizada anteriormente, o secretário explicou que o calendário eleitoral de 2026 limita a organização de uma agenda dessa natureza neste momento.

“A ideia é voltar a percorrer a rota no próximo ano. Em 2026 estaremos presentes no fórum e nas discussões estratégicas, mas uma missão oficial do Estado ao longo do corredor deverá acontecer novamente em 2027”, explicou.

A entrevista também abordou a transparência das informações relacionadas ao projeto. Segundo Falcette, todos os dados produzidos e recebidos pelo Governo do Estado sobre a Rota Bioceânica são disponibilizados publicamente por meio das plataformas oficiais do programa CEG-ROTA.

“Todo o material que recebemos sobre o projeto é público e compartilhado. Existe uma página específica onde essas informações são constantemente atualizadas para consulta da população”, ressaltou.

Ao final da entrevista, o secretário reforçou que o momento exige articulação institucional, planejamento e visão estratégica para que Mato Grosso do Sul aproveite plenamente as oportunidades geradas pela integração continental.

Com a proximidade da conclusão da Ponte Bioceânica e a realização do Fórum de Antofagasta, os próximos meses deverão marcar uma nova etapa na construção do corredor que promete conectar o Centro-Oeste brasileiro aos mercados do Pacífico, fortalecendo o papel de Mato Grosso do Sul como protagonista da integração sul-americana.

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