Bioceânica acelera no Paraguai e último trecho sem asfalto ganha pavimento
A pavimentação desse segmento foi dividida em quatro lotes. Segundo o MOPC (Ministério das Obras Públicas e Comunicações do Paraguai), o projeto está sendo executado por quatro consórcios e conta com investimento de US$ 354 milhões, financiados pelo Fonplata (Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata).
No lote 2, um dos mais avançados da obra, o MOPC informa que os trabalhos já alcançaram cerca de 90% de execução do aterro principal. A estabilização do solo atingiu 88%, enquanto a camada de solo-cimento chegou a 69%. A aplicação da base de brita alcança 36% de execução e a etapa final da pavimentação já começou, com os primeiros 6 quilômetros de concreto asfáltico concluídos.
A pavimentação no Chaco paraguaio é uma das obras fundamentais para viabilizar o Corredor Bioceânico, também chamado de RILA (Rota de Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio. A via é uma megaestrutura logística, com mais de 2,4 mil quilômetros de extensão, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, é o portal brasileiro da rota. A expectativa dos quatro países envolvidos é transformar o corredor em uma importante via para exportação e importação de mercadorias entre a América do Sul e os mercados asiáticos, com potencial de reduzir em até 30% os custos logísticos e em até 15 dias o tempo de transporte em comparação com rotas marítimas tradicionais, como a que passa pelo Canal do Panamá.
Segundo o MOPC, a extensão da Rota Bioceânica em território paraguaio foi dividida em três grandes trechos para pavimentação. O primeiro, entre Carmelo Peralta e Loma Plata, possui 277 quilômetros e já foi concluído. O investimento nessa etapa somou US$ 443 milhões.
Em Carmelo Peralta está em construção a Ponte da Bioceânica, que ligará o Paraguai ao Brasil, por meio de Porto Murtinho. A estrutura é considerada essencial para a consolidação do corredor e já alcançou cerca de 88% de execução.
O segundo trecho da rota vai de Cruce Centinela a Mariscal Estigarribia. Com 102 quilômetros de extensão, o projeto prevê investimento de US$ 200 milhões, financiados por meio de empréstimo autorizado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
Segundo o ministério, enquanto a pavimentação não é concluída, a rodovia PY09, que passou por melhorias, pode ser utilizada como alternativa de tráfego na região.
O terceiro trecho, que já começa a receber a base asfáltica e tem conclusão prevista para janeiro do próximo ano, superou etapas consideradas críticas, como a construção de mais de 50 quilômetros de aterro e a implantação de 57 linhas de bueiros, estruturas essenciais para garantir a durabilidade da rodovia nas condições do solo do Chaco.
O projeto prevê pista com 7 metros de largura, acostamentos de 2,5 metros em cada lado e passagens de fauna destinadas à preservação do ecossistema local.
*Com colaboração de Toninho Ruiz.
Fonte: Campo Grande News – veja mais em https://www.campograndenews.com.br/economia/bioceanica-acelera-no-paraguai-e-ultimo-trecho-sem-asfalto-ganha-pavimento

