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América Latina olha para a China e constrói um corredor que liga dois oceanos através de 4 países e 3.250 km

Estamos acostumados a ver a China quebrar recordes com seus projetos de engenharia, mas é mais difícil imaginar qualquer um desses megaprojetos na América Latina. No entanto, quatro países já estão preparando um corredor que atravessará dois oceanos.

É claro que estamos falando da iniciativa do Chile, Argentina, Brasil e Paraguai para desenvolver o megaprojeto de engenharia do Corredor Bioceânico de Capricórnio, também conhecido como Corredor Rodoviário Bioceânico.

Incrivelmente, está mais perto do que nunca de se tornar realidade e mudar o mapa logístico das Américas. Abrangerá 3.250 quilômetros, conectando os quatro países por estrada e ligando os oceanos Atlântico e Pacífico, abrindo assim as portas para o comércio internacional.

O megaprojeto que conectará 4 países da América Latina e os oceanos Atlântico e Pacífico

O projeto teve início há mais de uma década, quando os governos do Brasil, Argentina, Chile e Paraguai assinaram um acordo para promover uma conexão terrestre que integrasse suas economias.

Desde então, o projeto tem progredido gradualmente, com reuniões técnicas e coordenação entre as administrações nacionais e regionais.

O roteiro inclui a conexão de cidades importantes como Campo Grande e Porto Murtinho no Brasil, Carmelo Peralta e Mariscal Estigarribia no Paraguai, bem como Tartagal, Jujuy e Salta na Argentina.

Mas, o mais importante, a rota culmina nos portos do norte do Chile, consolidando assim um eixo transversal que rompe com a tradicional orientação norte-sul das infraestruturas sul-americanas.

Na verdade, já não se trata apenas de um projeto teórico; as obras estão começando a se tornar realidade. Por exemplo, um dos marcos mais significativos é a conclusão iminente da Ponte Bioceânica.

Isso significa uma ponte com mais de 1.300 metros de extensão sobre o Rio Paraguai, que ligará o Brasil ao Paraguai. Este projeto é essencial para garantir a continuidade do corredor e marcará o início das operações, previsto para junho de 2026.

Por que o Corredor Bioceânico de Capricórnio está mudando o mapa da América Latina?

Já existem grandes projetos de engenharia na América Latina, mas poucos são tão significativos quanto essa nova infraestrutura. Trata-se de um projeto baseado na cooperação internacional para transformar o comércio.

No Brasil, o projeto começa no Mato Grosso do Sul, conectando-se com estradas que levam ao porto de Santos. Enquanto isso, o Paraguai está construindo uma rota de mais de 500 quilômetros que atravessa o Chaco, uma das regiões mais inóspitas do continente.

Na Argentina, a rota atravessa as províncias de Salta e Jujuy, conectando-se às rodovias nacionais 34, 51 e 52 até as fronteiras de Sico e Jama. A partir daí, o Chile planejou melhorias em estradas e portos para absorver o aumento do tráfego, especialmente em Antofagasta e Tarapacá.

O resultado será uma alternativa viável ao Canal do Panamá para certos fluxos comerciais, especialmente para mercadorias entre a Ásia e a América do Sul. A chave será a economia logística.

Impacto econômico do corredor internacional em preparação na América Latina

Além da infraestrutura, o Corredor Bioceânico representa uma mudança na dinâmica econômica da região. O objetivo final é desenvolver novas indústrias, aumentar a competitividade das exportações e gerar empregos em áreas tradicionalmente carentes de serviços econômicos.

Além disso, as melhorias na infraestrutura irão além do próprio corredor. Por exemplo, serão necessários investimentos em serviços complementares, como portos secos, zonas logísticas, infraestrutura ferroviária e modernização aduaneira.

Tudo isso ajudará a agilizar o trânsito de mercadorias e a posicionar os países envolvidos como atores relevantes no comércio internacional.

Fonte: Ok Diário

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