ArgentinaBusinessCorredor BioceânicoExportaçãoImportaçãoLogísticaTransporte

Especialistas estão promovendo um corredor bioceânico para Misiones e o Nordeste da Argentina (NEA) exportarem para o Oceano Pacífico

Durante uma apresentação sobre integração regional no Nordeste da Argentina (NEA), o engenheiro Diego González destacou a necessidade de desenvolver infraestrutura estratégica para consolidar o Corredor de Capricórnio, uma conexão bioceânica que melhoraria a saída logística de Misiones e da região em direção aos portos do norte do Chile e aos mercados internacionais.

No contexto da apresentação “Integração Regional do Mercosul no Nordeste e Corredores Bioceânicos”, o engenheiro especialista em planejamento e demanda rodoviária, Diego González, falou sobre o potencial que a consolidação de um corredor bioceânico teria para Misiones e o Nordeste argentino, conectando a região aos portos do norte do Chile e facilitando a saída de exportações para o Oceano Pacífico.

O especialista explicou que o chamado Corredor de Capricórnio atravessa a região Nordeste da Argentina e representa uma alternativa estratégica para reduzir custos logísticos, melhorar os tempos de transporte e expandir os mercados para a produção regional. “O Corredor de Integração de Capricórnio requer infraestrutura para facilitar o fluxo de cargas, reduzir os custos de transporte e, definitivamente, colocar o corredor em operação”, afirmou.

Diego González, engenheiro especializado em planejamento e demanda de rodovias.

Como explicou, o projeto visa criar uma conexão eficiente entre o nordeste da Argentina e os portos chilenos no Pacífico, permitindo que produtos de Misiones e de outras províncias da região nordeste tenham uma rota mais direta para a região Ásia-Pacífico e a costa oeste das Américas. “Para o nordeste da Argentina, essa poderia ser uma opção para exportar cargas para portos do norte do Chile, com acesso tanto à região Ásia-Pacífico quanto à costa oeste das Américas”, explicou.

González destacou que existe atualmente um potencial de exportação estimado em um milhão e meio de toneladas que poderia ser canalizado por meio dessa nova rota logística, desde que haja progresso nos investimentos em infraestrutura rodoviária e ferroviária.

Entre os principais projetos propostos está a segunda ponte Chaco-Corrientes, considerada um ponto crucial para otimizar o tráfego de mercadorias e melhorar a segurança rodoviária em um dos principais gargalos do sistema regional. “A segunda ponte Chaco-Corrientes é um entroncamento fundamental onde se perde muito tempo de viagem e onde também é inseguro, especialmente para caminhões”, afirmou.

A proposta inclui ainda o alargamento das vias nacionais de duas para quatro faixas, novos desvios para Resistencia e Corrientes e melhorias abrangentes de manutenção ao longo do corredor.

Segundo o especialista, todas as obras exigiriam um investimento de aproximadamente US$ 2,6 bilhões ao longo de oito anos. “É isso que devemos investir para tornar o corredor atrativo, para que a carga comece a circular e para que os custos logísticos diminuam”, afirmou.

Além da ligação rodoviária, González destacou que o esquema bioceânico também poderia ser reforçado através da utilização da ferrovia Belgrano Cargas, incorporando o transporte ferroviário para exportações regionais.

O especialista também afirmou que a integração logística poderia ser estendida ao Brasil e ao Paraguai, facilitando a movimentação regional de cargas e fortalecendo a competitividade do Mercosul. “Quanto mais permeáveis ​​as fronteiras, mais acessível será para as cargas do Brasil e do Paraguai chegarem a esse corredor”, observou.

Nesse contexto, ele mencionou a futura construção da ponte internacional San Javier-Porto Xavier, entre Misiones e o Brasil, como um projeto estratégico que permitiria a incorporação da produção brasileira ao corredor bioceânico. “A ponte San Javier receberá cargas do Brasil que atualmente vão para Porto Alegre, mas que, eventualmente, poderão atender todo o corredor”, explicou.

Embora o foco principal do projeto seja o transporte de cargas e as exportações, González esclareceu que as melhorias na infraestrutura também impactarão o turismo e o tráfego de passageiros. “Uma vez que o corredor esteja em boas condições, atrairá cada vez mais viagens de passageiros”, concluiu.

Fonte: ConstruMis

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *