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Vai cortar o Brasil? Como será o corredor bioceânico que promete redesenhar a América do Sul

Um megaprojeto de infraestrutura voltou a agitar a América do Sul. O aguardado corredor bioceânico com o túnel subterrâneo de Agua Negra pretende atravessar 14 km por dentro da Cordilheira dos Andes.

O objetivo é criar uma ligação direta e segura entre o Atlântico e o Pacífico. A iniciativa promete reduzir custos e melhorar a competitividade do comércio sul-americano com os mercados asiáticos.

O coração do corredor bioceânico

megaprojeto do túnel de Agua Negra voltou à pauta, prometendo ligar a província de San Juan, na Argentina, à região de Coquimbo, no Chile. Com 14 quilômetros de extensão, a obra atravessará a Cordilheira dos Andes por meio de um túnel a ser escavado a mais de 4 mil metros de altitude.

Visto como um passo crucial para o comércio e a integração, o túnel permitirá a passagem de pessoas e mercadorias durante todo o ano, superando a atual limitação da estrada de montanha que só abre no verão.

Integração e o Eixo de Capricórnio

O projeto faz parte do Eixo de Capricórnio, que busca conectar os oceanos Atlântico e Pacífico. Embora tenha recebido financiamento do BID, a iniciativa ficou paralisada por décadas devido à falta de consenso e restrições orçamentárias.

O cônsul chileno Mario Schiavone reafirmou que o projeto de corredor bioceânico “jamais será abandonado”. Ele confirmou que as obras no lado chileno estão progredindo, mesmo que a Argentina ainda não tenha iniciado as suas.

A importância do túnel transcende o transporte. Ele deve reduzir custos logísticos, aumentando a competitividade das exportações para mercados asiáticos.

Além disso, o corredor bioceânico fortalecerá o turismo e o intercâmbio cultural, impulsionando setores como mineração, agronegócio e energias renováveis na região.

Fonte ND +

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