Seminário da Rota Bioceânica chega ao fim com ‘Carta de Campo Grande’
Nesta quinta-feira (20) chegou ao fim mais um seminário internacional com foco na Rota Bioceânica, o 6º Fórum que reúne autoridades da Argentina, Brasil, Chile e Paraguai, onde inclusive foi assinada a chamada “Carta de Campo Grande”.
Realizado em MS pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), a reunião da Cúpula de Governadores trabalhou os seguintes temas, que compõem a Carta:
Plano Mestre de Integração e Desenvolvimento do chamado Corredor Bioceânico de Capricónio (CBC)
Identidade corporativa e site do Fórum
Diretrizes de Funcionamento do Fórum
Secretaria técnica do Fórum a cargo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID
presidência pro tempore 2025 da 7ª edição em Jujuy
protocolo de intenções entre a província de Jujuy e o Estado de Mato Grosso do Sul,
memorando de entendimento entre o Governo de Mato Grosso do sul e a República do Paraguaia
Debates das comissões técnicas.
Além de Eduardo Riedel, os seguintes governadores assinaram a carta: Ricardo Díaz Cortés, de Antofagasta;
Carlos Alberto Sadir, de Jujuy; Julio San Millán, de Salta; Harold Bergen, de Boquerón; Bernardo Antonio Zátare Ruda, de Presidente Hayes; José Miguel Carvajal Gallardo, de Tarapacá e Federico Arturo Méndez González, de Alto Paraguay.
Em coletiva, Riedel destacou que um dos principais focos da reunião é justamento a união entre as partes, para que temas mais específicos possam ser discutidos, como segurança pública, por exemplo, que costuma ser um grande flagelo principalmente nas regiões fronteiriças.
Plano Mestre
Essa sexta edição trouxe ainda o Plano Mestre Regional para a Integração e Desenvolvimento do Corredor Bioceânico de Capricórnio (PM-CBC), focado em alguns pilares, tais como infraestrutura física e digital voltada para cadeias de valor, etc.
“Hoje existem mecanismos que há dez anos atrás não tinham. Conectividade, chip de manipulamento, raio-x de carga, enfim, uma série de coisas que você pode agilizar o trâmite dessas cargas”, afirma Riedel.
Esse Plano Mestre possui um aporte de US$ 600 mil, sendo um indicador dos meios de modernização da infraestrutura portuária, rodoviária e de fronteiras ao longo do corredor.
Não bastasse, o plano foca em uma facilitação do comércio através da harmozinação regulatória, como forma de integrar os países.
Segundo o Governo, a elaboração do plano está em fase de diagnóstico, possuindo 36 meses de prazo para execução, sendo que já na próxima edição do foro o documento final deve ser apresentado e validado.
Fonte: Correio do Estado