Sem investimentos em logística, Campo Grande corre risco de ficar à margem da Rota Bioceânica
Campo Grande não quer ser apenas ponto de passagem da Rota Bioceânica, mas se consolidar como hub logístico internacional e atrair investimentos como portos secos, centros de distribuição, armazéns e serviços especializados. Mas a localização privilegiada da capital de Mato Grosso do Sul não será suficiente para tornar o que é um projeto em realidade.
O principal gargalo é a situação das rodovias que conectam Campo Grande até a ponte sobre o rio Paraguai, local de entrada e saída de mercadorias aos portos chilenos. As duas alternativas rodoviárias já estão sobrecarregadas. A BR-060, entre Campo Grande e Sidrolândia, tem tráfego intenso de veículos pesados por conta da chegada, principalmente, de usinas de etanol.
Problema similar tem a BR-262 entre Campo Grande a Anastácio. O transporte de minério de ferro a partir de Corumbá e, também, de madeiras para as indústrias de celulose, que aumentaram consideravelmente nos últimos anos, já reflete negativamente no fluxo e na velocidade média dos veículos.
Sem investimentos em logística, Campo Grande corre o risco de ficar à margem da Rota Bioceânica.

Fonte: Primeira Página

