Santa Fé e Catamarca fortalecem sua agenda comum em mineração, energia e corredor bioceânico
Foi realizada uma reunião na sede do Governo da cidade de Rosário entre autoridades do Ministério do Desenvolvimento Produtivo de Santa Fé e representantes do governo de Catamarca, que participaram presencialmente e virtualmente.
A reunião contou com a presença de Natalia Dusso, vice-presidente da Empresa Estatal de Mineração e Energia de Catamarca, enquanto o vice-governador Rubén Roberto Dusso participou via Zoom. Também estiveram presentes Guillermo Beccani, Secretário de Desenvolvimento Industrial; Jorge Henn, Subsecretário de Transporte; Claudia Giaccone, Coordenadora da Região Central; Pablo Bonetto, Diretor de Infraestrutura e Fortalecimento Industrial; Rodolfo Giacosa, Presidente da Enerfé, e Diego Colono, Vice-Presidente do Ministério da Energia; Catriel González, da Diretoria de Assistência Técnica (DAT); Lucas Torresetti, Presidente da Comissão de Mineração da Federação de Comércio e Indústria de Rosário; e Eric Besset, empresário industrial.
Três principais áreas de foco foram abordadas durante a reunião: energia, corredor bioceânico e mineração. As autoridades de Catamarca apresentaram o progresso do corredor bioceânico e o potencial de integração de Santa Fé em uma posição estratégica, servindo como saída para o Atlântico através de seus portos e para o Pacífico através do Chile e do Passo Internacional de São Francisco. Essa integração fortalecerá não apenas a cadeia de valor da mineração, mas também o desenvolvimento das economias regionais, do turismo e da produção no norte da Argentina.
Maior Capacidade Logística
Neste contexto, foi destacado que o corredor bioceânico está avançando em sua ativação, com a coordenação das capacidades logísticas e portuárias entre Argentina e Chile, consolidando uma cadeia de valor que inclui mineração, energia e indústrias regionais. A infraestrutura portuária de Santa Fé é projetada como a porta de entrada para o Atlântico, enquanto o Passo de São Francisco permitirá a conexão com portos de águas profundas chilenos, impulsionando a integração regional e o comércio exterior.
Autoridades de Catamarca enfatizaram que, embora a produção de mineração já seja escoada pelos portos de Santa Fé, a coordenação com Santa Fé consolida uma estrutura sólida e competitiva, com benefícios para ambas as províncias.
A Mesa Redonda de Gás, Petróleo e Mineração propôs a organização de uma reunião entre agências estaduais de Santa Fé e Catamarca, juntamente com indústrias de Santa Fé e câmaras de mineração e empresas sediadas em Catamarca, com o objetivo de estreitar posições, esclarecer procedimentos e determinar as limitações do comércio local catamarcano, entre outras questões.
Em relação à energia, a Enerfé destacou o potencial de Catamarca em energia geotérmica, solar e eólica, graças às suas condições naturais únicas. No entanto, o desenvolvimento de projetos de grande porte ainda requer capital, tecnologia e recursos humanos especializados. A escassez de energia é um dos principais fatores que limitam a expansão da mineração e o estabelecimento de parques industriais em áreas de alta altitude, o que será fundamental para a cooperação futura.
Da mesma forma, o DAT apresentou sua oferta de certificações e testes, que permitem às empresas de Santa Fé prestar serviços com padrões reconhecidos no setor de mineração de Catamarca, fortalecendo a integração produtiva entre as duas províncias.
Esta reunião deu continuidade à agenda iniciada na Semana Binacional Argentina-Chile 2030, realizada em Catamarca, onde o Ministro do Desenvolvimento Produtivo, Gustavo Puccini, declarou: “O objetivo é que Santa Fé seja uma aliada estratégica para o desenvolvimento do norte da Argentina. Nossa infraestrutura portuária e indústria local estão preparadas para se integrar à cadeia de valor da mineração e impulsionar as exportações regionais.”
Passagem Estratégica:
A Passagem Internacional de São Francisco, que conecta Catamarca à região do Atacama, no Chile, é projetada para ser um ponto estratégico para o corredor bioceânico. A partir dessa travessia, localizada a mais de 4.700 metros acima do nível do mar, a produção argentina pode acessar os portos chilenos de águas profundas — Antofagasta, Coquimbo e Valparaíso — e abrir uma rota direta para os mercados asiáticos.
Fonte: Província de Santa Fé

