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Sanesul destaca os investimentos em água e esgoto nas cidades do Corredor Bioceânico

O Plano de Saneamento Básico de Mato Grosso do Sul, com o objetivo de universalizar os serviços até 2031, é uma das principais ações estratégicas dentro do conjunto de obras de infraestrutura do Corredor Rodoviário Bioceânico, abrangendo os sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário ao longo da rota.

Segundo a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul), o governo estadual está se antecipando ao marco legal do saneamento básico, com a meta de garantir coleta e tratamento de esgoto em todos os domicílios em 68 das 79 cidades onde a estatal opera. A meta do marco regulatório é 2033. Atualmente, a cobertura de esgoto nas cidades sob a responsabilidade da Sanesul alcança 61,75%, enquanto o abastecimento de água já é universalizado (100%).

Renato Marcílio, diretor-presidente da Sanesul, destaca que a universalização do esgoto é uma das prioridades da gestão do governador Eduardo Riedel. Ele também lembra que, com a Parceria Público-Privada (PPP) entre a Sanesul e o Grupo Aegea, o estado foi o primeiro a implementar essa parceria dentro do novo marco regulatório, passando de uma cobertura de 36% para mais de 61% em menos de dois anos.

A PPP viabilizou a criação da Ambiental MS Pantanal, responsável pela operação do Plano de Saneamento Básico. Em mais de dois anos de operação, aproximadamente 5 mil domicílios foram conectados à rede de esgoto.

Além da instalação de redes coletoras, a empresa realiza desobstrução, manutenção preventiva e manutenção das estações elevatórias e de tratamento. “São grandes investimentos que movimentam uma enorme cadeia da indústria pesada e serviços”, afirma Marcílio, destacando a parceria com prefeituras e câmaras municipais para melhorar a qualidade de vida nas regiões atendidas.

O governador Eduardo Riedel, que tem trabalhado para fortalecer a integração com o Paraguai, Argentina e Chile, vê o Plano de Saneamento Básico como essencial para preparar as cidades do Corredor Bioceânico para o desenvolvimento proporcionado pela nova rota logística, que impactará diretamente a infraestrutura e o crescimento socioeconômico da região.

Cidades da Rota Bioceânica, como Três Lagoas, Água Clara, Ribas do Rio Pardo e Porto Murtinho, são algumas das que já estão sendo beneficiadas com os investimentos em saneamento. Entre 2015 e 2023, foram aplicados mais de R$ 369 milhões em obras de água e esgoto nessas localidades, com destaque para Três Lagoas, que já alcançou 99% de cobertura de esgoto, sendo considerado universalizado, e Bonito, com 96,22% de cobertura.

Além disso, a segurança hídrica também é uma prioridade, com a empresa investindo mais de R$ 120 milhões em sistemas de abastecimento de água, incluindo a perfuração de poços e construção de estações de tratamento.

O Corredor Rodoviário Bioceânico, que conecta Mato Grosso do Sul ao Chile, é uma via estratégica para o comércio internacional, reduzindo distâncias e custos logísticos. A obra promete melhorar a competitividade dos produtos sul-mato-grossenses e promover a integração econômica e cultural entre os quatro países envolvidos (Brasil, Paraguai, Argentina e Chile).

Com a conclusão do Corredor, estima-se que haverá uma significativa melhora no comércio regional, além de impulsionar a infraestrutura, o turismo e a geração de novos empregos. As cidades ao longo da rota, como Campo Grande, Porto Murtinho, Maracaju, e Bonito, devem se beneficiar especialmente do aumento do fluxo turístico.

O Corredor Bioceânico não só tem potencial para transformar o estado economicamente, mas também oferece oportunidades para fortalecer setores-chave como a carne e o turismo, com grandes benefícios para a agricultura familiar e o crescimento do mercado local.

Fonte: Sanesul

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