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Rota Bioceânica: Paraguai retoma obras bilionárias na picada 500 e muda o Mapa Logístico do Chaco

Após o recesso de fim de ano, os consórcios responsáveis pelas obras da Rota Bioceânica retomaram em ritmo acelerado a pavimentação da Picada 500 (PY-15), no coração do Chaco Boreal. Com investimento de US$ 354 milhões, financiados pelo FONPLATA, o Paraguai aposta pesado em infraestrutura para transformar uma das regiões mais desafiadoras do país.

As frentes de trabalho avançam ao longo de 220 quilômetros, ligando Mariscal Estigarribia a Pozo Hondo, no Boquerón. A fiscalização está a cargo do MOPC, e o impacto direto alcança mais de 41 mil pessoas.

Homens e máquinas voltaram a dar vida ao semiárido do Chaco assim que terminou o período festivo. Atualmente, os serviços concentram-se na execução de aterros, aplicação de solo-cal e solo-cimento, além da construção de passagens de água — etapas decisivas para garantir estabilidade e durabilidade da futura rodovia. Na fase seguinte, entram a base estabilizada e a pasta asfáltica, seguindo rigorosamente o cronograma técnico.

Rota Bioceânica: Paraguai retoma obras bilionárias na picada 500 e muda o Mapa Logístico do Chaco. (Foto: Toninho Ruiz)

Até agora, cada consórcio já concluiu cerca de 30 km de solo-cal e 20 km de solo-cimento, mantendo quatro frentes de trabalho distribuídas em 55 km sob responsabilidade de cada empresa.

“Estrada pavimentada encurta distâncias e atrai investimentos privados”, resume um engenheiro experiente que acompanha a obra — síntese do que se espera para o Chaco.

Integração continental e salto econômico

O Corredor Rodoviário Bioceânico é uma obra-chave para a integração sul-americana: conectará Atlântico e Pacífico, impulsionando comércio, logística e desenvolvimento regional. Ao reduzir tempos e custos logísticos, a nova infraestrutura eleva a competitividade dos produtos paraguaios e do Centro-Oeste brasileiro, abre caminho para novos investimentos e estimula a diversificação econômica rumo à logística e à manufatura.

No Chaco, a Picada 500 deixa de ser sinônimo de obstáculo e passa a representar o eixo do futuro.

Reportagem e foto: Toninho Ruiz – Fronteira News

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