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Reitor da UFGD destaca papel da universidade na integração promovida pela Rota Bioceânica

Campo Grande (MS) – O reitor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Jones Dari Goettert, afirmou que a instituição vem articulando ensino, pesquisa e extensão para alinhar seus projetos ao processo de integração impulsionado pela Rota Bioceânica. A declaração foi dada em entrevista sobre a participação da universidade no corredor que conectará o Atlântico ao Pacífico por meio de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Segundo Goettert, a UFGD tem atuado para fortalecer a internacionalização acadêmica com foco no sul global, construindo parcerias estratégicas com universidades da América do Sul. “A rota bioceânica é fundamental nesse processo. Temos participado, nos últimos três anos, de atividades no Paraguai, Noroeste da Argentina e Norte do Chile, buscando aproximações para que a rota seja não apenas comercial, mas também de integração entre universidades e sociedades”, afirmou.

Áreas de pesquisa e contribuições

A UFGD conta com 45 cursos de graduação, 25 mestrados e 14 doutorados. Para o reitor, todas as áreas podem contribuir com a rota, mas algumas se destacam:

  • Administração, Direito e Relações Internacionais – voltadas à logística, comércio exterior e questões legais;
  • Saúde – diante dos impactos que ultrapassam fronteiras entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile;
  • História, Geografia, Antropologia e Sociologia – para compreensão dos efeitos culturais e sociais;
  • Letras e Linguística – considerando o papel das línguas portuguesa, espanhola e indígenas na integração.

“Essas áreas têm condições de não apenas agilizar o comércio entre América do Sul e Ásia, mas também de fortalecer processos de integração social e cultural”, explicou.

Apoio aos municípios

Goettert ressaltou ainda que a universidade pode auxiliar os municípios sul-mato-grossenses a se prepararem para os impactos sociais e culturais da rota. “Toda grande obra traz oportunidades, mas também desafios. A UFGD busca construir projetos que ajudem os municípios a aproveitarem o potencial e a enfrentarem limitações, garantindo que estejam preparados para os efeitos da bioceânica”, pontuou.

Cooperação acadêmica regional

O reitor destacou o papel do CRIE (Conselho de Reitoras e Reitores de Instituições de Ensino Superior e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), que reúne UFGD, UFMS, UEMS, Uniderp/Anhanguera e UCDB, e a criação da UNIRILA, comissão de universidades do Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Bolívia dedicada ao acompanhamento da Rota Bioceânica.

No ano passado, a UFGD participou de missão em Loma Plata (Paraguai), dentro dos fóruns da UNIRILA. Para outubro, está prevista uma nova missão acadêmica, de ônibus, até o noroeste da Argentina, com atividades voltadas a turismo, cultura, história e comércio, além de debates sobre os impactos sociais e culturais da rota. “Estamos construindo missões conjuntas que aproximam nossas instituições e fortalecem a ideia de que a rota é muito mais que um corredor logístico: é um eixo de integração acadêmica e social da América do Sul”, concluiu o reitor

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