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Ponte sobre o Rio Apa é discutida como alternativa de acesso à Rota Bioceânica

Com 75% da obra concluída, a ponte internacional da Rota Bioceânica, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), teve novos prazos e estratégias discutidos durante reunião entre autoridades brasileiras e paraguaias nesta quarta-feira (31), em Porto Murtinho. Além de reforçar o cronograma da travessia, o encontro também tratou da construção de uma nova ponte sobre o rio Apa, entre Bela Vista e Bella Vista Norte, como alternativa de acesso à estrutura principal da rota.

A proposta foi apresentada como uma forma de fortalecer a integração viária da região e ampliar as conexões da BR-267 com a fronteira, contribuindo diretamente para a eficiência logística do corredor internacional durante a 10ª Reunião da Comissão Mista da Ponte Bioceânica.

“O Governo Federal estuda a viabilidade de novas ligações entre a BR-267 e a fronteira, como alternativa complementar à Rota Bioceânica”, destacou o secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck.

A obra da ponte principal – com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura – deve ser concluída no segundo semestre de 2026. Já os 13,1 km de acessos em território brasileiro têm entrega prevista até o fim do mesmo ano, incluindo quatro pontes intermediárias, uma delas com quase 700 metros.

A 10ª Reunião da Comissão Mista da Ponte Bioceânica foi presidida pelo chanceler brasileiro Daniel Falcon, com a presença do ministro de Relações Exteriores do Paraguai, Bras Felip, e representantes do Governo de Mato Grosso do Sul, como o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, além de técnicos da Receita Federal, Polícia Federal, Marinha, Itaipu e consórcio PyBra, responsável pela construção no lado paraguaio.

Alfândega – Durante a reunião, também foi debatida a implantação do Centro Integrado de Alfândega (ACI) em cabeceira única, com prazo para que o Paraguai apresente suas demandas de infraestrutura e o Brasil elabore o projeto executivo. A possibilidade de instalação de um porto seco em Porto Murtinho também entrou na pauta, diante da expectativa de crescimento do volume de cargas.

Hoje, a estimativa inicial é que 250 caminhões cruzem a ponte diariamente, número que pode subir conforme a rota se consolide como alternativa viável ao escoamento de produtos do Mercosul para o Pacífico e mercados asiáticos.

A Rota Bioceânica deve encurtar em até 15 dias o tempo de transporte e reduzir em até 30% os custos logísticos em relação à rota marítima tradicional pelo Canal do Panamá.

Fonte: Campo Grande News – veja mais em https://www.campograndenews.com.br/economia/ponte-sobre-o-rio-apa-e-discutida-como-alternativa-de-acesso-a-rota-bioceanica

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