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Oruro é aposta como uma ponte entre a Amazônia e o Pacífico

O Governo apresentou nesta segunda-feira o “Projeto Corredor Portuário Oruro-Pacífico”, uma iniciativa que visa consolidar Oruro como eixo estratégico do sistema logístico nacional e fortalecer a ligação do país com os mercados internacionais.

Durante o evento, o presidente Rodrigo Paz afirmou que o projeto marcará “um ponto de virada” para o desenvolvimento econômico da Bolívia, contribuindo para a redução dos custos logísticos, a melhoria do comércio exterior e o fortalecimento da integração regional.

Integração Continental

O presidente explicou que o corredor apresentado nesta segunda-feira faz parte de uma visão de integração continental que conecta a região norte da Amazônia com a parte oeste do país e os portos do Pacífico. A rota interliga estradas que partem de Pando e Guayaramerín, atravessam Beni, La Paz e Oruro, e foi projetada para facilitar o comércio internacional.

Dessa forma, Paz se referiu ao “Corredor Bioceânico Andino-Amazônico Central”, que permitirá a conexão dos oceanos Atlântico e Pacífico, articulando – precisamente – rotas do norte da Amazônia até portos no Chile e no Peru.

A este respeito, o Presidente afirmou que o objetivo é transformar a Bolívia em um país de trânsito regional. “Queremos que o Chile e o Peru se conectem com o Brasil através da Bolívia, e que o Brasil também tenha acesso ao Pacífico por meio de diversas rotas que devemos propor”, observou.

“Porto seco”

O presidente afirmou que Oruro está projetada para ser um “porto seco”.

“Talvez vocês tenham visto que no Panamá, quando falei, ofereci ao presidente chileno acesso aos nossos portos, e as pessoas disseram: ‘Bem, a Bolívia não tem portos.’ É claro que temos portos, mas precisamos acreditar que os temos. Assim como Oruro precisa acreditar que tem um ‘porto seco’ e que pode desenvolvê-lo, nós também precisamos acreditar que a Bolívia tem portos no vasto mar que é todo o Brasil. O Brasil é um vasto mar de oportunidades para nós”, enfatizou.

Sem critérios ideológicos

Paz enfatizou que este projeto não responde a critérios ideológicos, mas a uma visão prática voltada para a solução dos problemas estruturais do país.

“A ideologia não pode se sobrepor aos interesses dos bolivianos. O que importa é o que nos permitirá fazer o país avançar”, enfatizou Paz.

Históricos obstáculos

O chefe de Estado afirmou que o desenvolvimento de Oruro e de outras regiões do país tem sido historicamente limitado por obstáculos administrativos e políticos, aos quais atribuiu a desaceleração do crescimento econômico.

O projeto do Corredor Portuário Oruro-Pacífico prevê um investimento de quase 100 milhões de dólares e, segundo o presidente, exigirá acordos entre os diferentes departamentos para garantir sua viabilidade, além de condições de trânsito contínuas na malha rodoviária.

Sem bloqueios

O presidente Rodrigo Paz enfatizou a necessidade de acordos entre os governos subnacionais para garantir a viabilidade do projeto e evitar táticas de pressão que possam dificultar sua implementação. “Protestos são sempre respeitados, mas bloqueios não, porque estão bloqueando o futuro da nação”, afirmou o presidente.

Delegação de Oruro, presente hoje em Sucre

Uma delegação de Oruro, liderada pelo governador e membros da assembleia, apresentará detalhes do projeto Corredor Bioceânico nesta quarta-feira em Sucre, a convite da Federação de Empresários Privados de Chuquisaca (Fepch).

O presidente da Fepch, Ernesto Poppe, confirmou a chegada do governador Jhonny Vedia, que, juntamente com membros da assembleia, detalhará o projeto do Corredor Bioceânico, que busca conectar os oceanos Pacífico e Atlântico através do território boliviano.

A apresentação do projeto acontecerá nesta quarta-feira, às 10h, no auditório da Fepch. Representantes de instituições e organizações públicas e privadas foram convidados. “O objetivo é compreender plenamente o progresso alcançado na consolidação do Corredor Bioceânico”, afirmou Poppe.

A comunidade empresarial de Chuquisaca deseja trabalhar em questões de desenvolvimento para melhorar as condições de investimento no departamento e considera fundamental promover a ligação de Sucre e Chuquisaca ao Corredor Bioceânico.

Fonte: Correo del Sur

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