Opinião: A epopeia da Rota e da Ponte Bioceânica
Por Dom Montanha

A epopeia da Rota e da Ponte Bioceânica é um testemunho dos sonhos visionários e da perseverança humana. Surge e simbólica, unindo povos e nações—Brasil, Paraguai, Argentina e Chile—em um projeto de integração histórica e econômica. Mas o verdadeiro alicerce deste sonho encontra-se na simplicidade de um momento único: três jovens às margens do Rio Paraguai, contemplando o horizonte e imaginando o que poderia existir além dele. Dentre eles, Heitor Miranda dos Santos, figura central de uma visão que transcendeu sua própria época.
O legado de Heitor e seus dois irmãos não deve ser eclipsado por interesses que buscam se apropriar de sonhos alheios. Nelson Cintra, que tenta associar seu nome à ponte sem sequer ter compartilhado da ideia ou da visão, representa a antítese do espírito visionário que deu origem a essa obra. Ele não sonhou nem idealizou este marco histórico, mas busca se posicionar como parte de algo que não lhe pertence. Tal atitude, além de desrespeitosa, atenta contra a memória dos verdadeiros sonhadores.
A busca por crédito injustificado não apaga a verdade. Pelo contrário, reforça a importância de preservar a memória e os méritos daqueles que realmente contribuíram para que a ponte saísse do papel e se tornasse realidade. Que o legado de Heitor Miranda e seus irmãos prevaleça como uma prova do impacto que mentes corajosas e imaginativas podem ter no mundo.
A história da Rota e da Ponte Bioceânica é, antes de tudo, uma história de sonho, superação e pertencimento coletivo. Ao respeitarmos o papel de visionários como Heitor Miranda dos Santos, asseguramos que seu espírito inspire gerações futuras a enxergarem além do horizonte—e a construírem pontes, não apenas de concreto, mas de ideias e esperança.