O setor privado reforça o seu papel no Corredor Bioceânico
Luis Alonso, presidente da UEJ, afirmou em entrevista ao El Tribuno de Jujuy que “o setor privado deve se comprometer a gerar empregos e desenvolvimento em torno do Corredor Bioceânico”.
As reuniões do setor privado em torno do Corredor Bioceânico estão avançando em Jujuy, com vistas ao 7º Fórum Internacional, que será realizado na província em outubro. Empresários, representantes de PMEs e câmaras empresariais locais estão trabalhando em estreita colaboração com o governo provincial para definir uma agenda comum que impulsione o comércio, o turismo e os investimentos que essa rede de integração regional, que envolve Argentina, Chile, Paraguai e Brasil, pode gerar. Em entrevista à transmissão ao vivo do El Tribuno de Jujuy, Luis Alonso, presidente da União Empresarial de Jujuy (UEJ), explicou que o setor privado busca “se comprometer e impulsionar este projeto, porque entendemos que é uma oportunidade fundamental para a província e a região”.
Na semana passada, a UEJ e diversas câmaras empresariais realizaram uma reunião para analisar os temas que serão apresentados no fórum. “Um dos pontos que discutimos foi a mesa redonda, que consideramos fundamental. Queremos que ela se traduza em uma troca real e concreta, e não apenas retórica”, afirmou Alonso. Em seguida, destacou a assinatura do acordo entre o governador de Jujuy e o Ministério das Relações Exteriores e Cooperação do Chile (SOFRI), que descreveu como um passo significativo. “Este acordo fortalecerá o corredor, com maior intercâmbio de mercadorias e maior integração entre os dois lados da Cordilheira dos Andes”, enfatizou.
Além da logística relacionada ao comércio exterior, o presidente da UEJ enfatizou o valor do turismo como motor do desenvolvimento. “Também temos interesse em trabalhar no corredor para fins turísticos. Acreditamos que seja uma ferramenta muito importante para atrair visitantes e desenvolver localidades que atualmente não estão no radar do turismo internacional”, expressou.
No entanto, um dos principais desafios continua sendo a infraestrutura. Alonso reconheceu que “há dúvidas sobre como avançar, porque a infraestrutura é fundamental para produtos sensíveis como frutas, que exigem transporte eficiente”. Nesse sentido, considerou positivo o andamento das obras da Rodovia Nacional 34 e enfatizou a necessidade de fortalecer também a Rodovia 52. “Há muito a ser feito, não só em termos de infraestrutura, mas também por parte da iniciativa privada, para criar condições que permitam o desenvolvimento do que almejamos”, acrescentou.
Questionado sobre a relação com o governo provincial, Alonso foi claro. “O próprio governador afirmou que a iniciativa privada deve ser a geradora de empregos, atividade econômica e desenvolvimento. Concordamos plenamente. Não há divergências fundamentais; o que precisamos é chegar a um acordo na prática e trabalhar em conjunto”.
A UEJ enfatiza que as parcerias público-privadas são essenciais para transformar o corredor em realidade. “O Estado deve proporcionar as condições e apoiá-las, enquanto devemos ser incentivados a investir e gerar valor”, afirmou o dirigente.
Embora ainda não haja números concretos sobre o impacto econômico do corredor em Jujuy, Alonso enfatizou que as expectativas são altas. “É muito difícil quantificar agora, mas acreditamos que, especialmente no setor de turismo, pode gerar um desenvolvimento significativo. Da perspectiva das PMEs, vemos um grande potencial de crescimento, tanto por meio do turismo quanto do comércio transfronteiriço”, afirmou.
Alonso acrescentou que o corredor não deve ser pensado apenas como um canal logístico, mas como uma oportunidade abrangente para as economias regionais. “Não se trata apenas de mercadorias. Também estamos falando de investimentos, empregos e de colocar Jujuy em uma posição estratégica na região”, enfatizou.
Antecipando a reunião internacional que será realizada em Jujuy, o setor privado continuará com reuniões regulares para apresentar propostas claras e concretas. “Queremos que o fórum seja frutífero e mostre resultados. Nosso objetivo é demonstrar que Jujuy está preparada para ser um ator central neste corredor”, explicou Alonso.
O presidente da UEJ insistiu que o compromisso do empresariado local é firme e que o desafio está em “gerar a infraestrutura e os serviços necessários para que o corredor não fique apenas como uma ideia, mas se torne uma ferramenta que impulsione a economia regional”.
Ao final da entrevista ao canal de streaming El Tribuno de Jujuy, Alonso deixou uma mensagem contundente: “O setor privado de Jujuy está ativo, com propostas e vontade de investir. Entendemos que este projeto não é apenas uma oportunidade comercial, mas também turística, social e cultural. O corredor deve ser uma ferramenta de integração regional, geração de empregos e abertura de mercados. É nesse caminho que estamos trabalhando”, concluiu.
Fonte: El Triibuno de Jujuy – ARG

