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“O projeto precisa ser perene”: o Corredor Bioceânico tem nome, governança e dinheiro na mesa

Os políticos mudam, os projetos ficam. Ou pelo menos deveriam. Foi com esse espírito que o governador Eduardo Riedel recebeu governadores, embaixadores e técnicos em Campo Grande, para mais uma rodada de debates sobre o Corredor Bioceânico, a rota que ligará o Brasil ao Pacífico, passando por Paraguai, Argentina e Chile.

No fim dos três dias de discussões, veio o saldo: um nome oficial, uma governança definida e 600 mil dólares sobre a mesa.

“Todos nós aqui somos agentes políticos e temos prazos de validade. O projeto precisa ser estruturado para avançar independentemente dos governantes”, disse Riedel.

O que muda?

1. Novo nome: agora é Corredor Bioceânico de Capricórnio.

2. Governança centralizada: o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) assume a gestão do Fórum de Governadores.

3. Investimento: BID destina US$ 600 mil para estruturar o projeto.

4. Identidade visual: placas e sinalizações ao longo do trajeto reforçam a marca.

5. Próximo encontro: será em Jujuy, Argentina, que assume a coordenação do grupo.

 Corredor Bioceânico de Capricórnio

Do papel para a estrada – O BID, que agora centraliza as decisões, é visto como peça-chave para manter o projeto imune às mudanças políticas e garantir que as obras avancem no ritmo esperado. A previsão de conclusão segue em 2026.

A reunião também discutiu questões aduaneiras, comércio entre os países e impactos socioeconômicos. O ministro das Relações Exteriores, João Carlos Parkinson de Castro, reforçou a relevância da iniciativa, já reconhecida em reunião do G20.

Agora, a nova identidade visual do Corredor Bioceânico começa a aparecer ao longo das estradas. Se o projeto sairá do papel para o asfalto, é outra história.

Fonte: A Crítica

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