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Corredor Bioceânico ganha novo impulso através de Arica com a incorporação da Bolívia

O Corredor Bioceânico Central Rondônia, que ligará o Brasil ao Chile, com saída para o Pacífico no Porto de Arica, ganhou novo impulso com a incorporação da Bolívia à iniciativa, que também conta com o incentivo do estado brasileiro de Rondônia.

O evento ocorreu durante o Primeiro Encontro Internacional sobre Integração Comercial e Desenvolvimento, realizado em Oruro, Bolívia. Uma delegação chilena compareceu ao evento, incluindo o governador regional de Arica e Parinacota, Diego Paco Mamani, e os gerentes da Empresa Portuária Arica (EPA), Jorge Cáceres, e do Terminal Puerto Arica (TPA), Camilo Jobet.

O encontro reuniu autoridades como os governadores de Oruro, Johnny Vedia; Cochabamba, Humberto Sánchez; e Sucre, Damián Condori, que manifestaram interesse em avançar para uma governança trinacional para acelerar a conclusão do corredor.

Durante o dia, a delegação de Arica apresentou o desenvolvimento do Porto de Arica e seu papel estratégico como plataforma logística para a região da Ásia-Pacífico aos principais governos regionais para as aspirações da região de consolidar o Corredor Bioceânico Central Rondón, uma rota que liga Chile, Bolívia e Brasil.

O Governador Diego Paco enfatizou o caráter estratégico do projeto. “Estamos muito satisfeitos em participar deste encontro internacional entre Chile, Bolívia e Brasil. Acreditamos firmemente que o Corredor Bioceânico é uma tremenda oportunidade para nossas regiões gerarem investimentos, empregos e desenvolvimento produtivo. Não podemos ficar de fora: o mercado asiático cresce a cada dia, e o Pacífico é a rota para a produção boliviana e brasileira chegar ao mundo através de Arica e Parinacota.”

Por sua vez, o gerente geral da TPA, Camilo Jobet, enfatizou que o corredor responde às transformações no comércio internacional. “A principal demanda por matérias-primas hoje é a Ásia, o que torna o transporte pelo Pacífico cada vez mais atraente. A conclusão do corredor Rondón permitirá que cargas que atualmente percorrem milhares de quilômetros por terra ou rio tenham uma alternativa mais direta e eficiente para o Ocidente.”

Já o gerente-geral da EPA, Jorge Cáceres, elogiou o consenso alcançado na reunião. “Foi uma reunião muito positiva, pois acertamos os principais pontos com as autoridades da Bolívia e do Brasil. Há disposição e um caminho claro para concluir rapidamente este corredor, cujo principal ponto de saída será o Porto de Arica.”

O Corredor Bioceânico Central está surgindo como uma alternativa concreta a outras rotas na América do Sul, fortalecendo a posição de Arica e Parinacota como centro logístico da região e porta de entrada para o Pacífico.

Fonte: Portal Portuario – Chile

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